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A forma porquê sonhamos pode influenciar diretamente na sensação de sota ao contratar. Um novo estudo sugere que sonhos mais vívidos e imersivos estão associados à percepção de um sono mais profundo e reparador.

Conforme pesquisa conduzida por cientistas da IMT School for Advanced Studies Lucca, na Itália, e publicada na revista científica PLOS Biology em 24 de março. Os resultados indicam que a qualidade da experiência mental durante o sono pode ser tão importante quanto a duração do sota.

Para investigar essa relação, os pesquisadores acompanharam 44 adultos saudáveis em um laboratório do sono e analisaram dados de 196 noites. Durante os experimentos, os participantes eram despertados em diferentes momentos da noite e questionados sobre o que estavam experimentando naquele momento e sobre o quanto se sentiam descansados.

“Nem toda experiência mental durante o sono é sentida da mesma maneira. O proporção de submersão da experiência parece ser um fator importante”, explica o neurocientista Giulio Bernardi, um dos autores do estudo.

Quando os sonhos fazem o sono parecer mais profundo

Os resultados mostraram que os participantes relatavam uma sensação de sono mais profundo em seguida experiências oníricas vívidas e envolventes. Isso ocorreu mesmo quando os registros cerebrais indicavam uma atividade relativamente próxima da vigília.

Em contraste, quando as experiências durante o sono eram fragmentadas ou vagas, os participantes tendiam a relatar uma sensação de sono mais superficial.

“Isso sugere que sonhar pode mudar a forma porquê o cérebro interpreta sua própria atividade durante o sono. Quanto mais imersivo é o sonho, mais profundo o sono parece”, afirma Bernardi.

Os cientistas concentraram a estudo principalmente no estágio N2 do sono, uma tempo do sono sem movimentos rápidos dos olhos que ocupa grande segmento da noite. Os dados indicam que, nesse estágio, sonhos vívidos podem funcionar porquê uma espécie de amortecedor, suavizando variações na atividade cerebral e preservando a sensação subjetiva de sota.

O que isso pode valer para problemas de sono

Os resultados também mostraram que, conforme a urgência fisiológica de dormir reduz ao longo da noite, os sonhos tendem a se tornar mais vívidos. O aumento na intensidade das experiências oníricas foi escoltado por uma maior sensação de profundidade do sono.

Para os pesquisadores, compreender melhor essa relação pode ajudar a explicar por que algumas pessoas sentem que dormem mal mesmo quando exames mostram padrões de sono aparentemente normais.

“Entender porquê os sonhos contribuem para a sensação de sono profundo pode trazer novas perspectivas sobre a saúde do sono e o bem-estar mental”, afirma Bernardi.

Apesar das descobertas, os autores destacam que o estudo analisa a percepção subjetiva do sono e não demonstra que sonhos mais vívidos necessariamente melhoram a recuperação física. Ainda assim, a equipe acredita que pesquisas futuras podem explorar formas de estimular experiências oníricas mais imersivas porquê estratégia para melhorar a qualidade percebida do sono.