isnaldo-bulhoes.jpg

O relator do orçamento de 2026, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), declarou nesta terça-feira que a quantidade de emendas parlamentares aprovada pelo Congresso não “ultrapassou nenhum limite” e que “não houve excesso”.

As falas do emedebista acontecem em meio à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de barrar R$ 11 bilhões em emendas.

Leia também

Livro Bege, inflação, varejo e balanços de bancos nos EUA movimentam os mercados hoje

InfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta quarta-feira (14)

Lula vai faltar ao Fórum de Davos novamente? Programação solene tem Simone Tebet

Lula não compareceu em nenhuma da edições do Fórum nesse terceiro procuração e deve ser representado pela ministra em 2026; Trump e Milei devem discursar na Suíça

Isso será feito com o veto de secção desses recursos na peça aprovada pelo Congresso e também com o bloqueio e remanejamento de recursos.O prazo supremo para sanção do orçamento é nesta quarta-feira.

“O provável veto eu não comento, eu comento o relatório legalizado pelo Congresso. Qualquer veto é legítimo, o que não há é excesso de R$ 11 bilhões de emendas”, disse Isnaldo ao GLOBO.

Com o montante barrado por Lula, o totalidade de recursos da União direcionados a emendas será de aproximadamente R$ 50 bilhões para as indicações feitas por deputados e senadores a seus redutos eleitorais — a conta inclui as chamadas “emendas paralelas”, valores que são contabilizados porquê recursos dos ministérios, mas que são direcionados pelos congressistas.

“Emenda é uma coisa, emenda efetiva, de discricionariedade do Parlamento é outra. Tanto que existem as rubricas justamente por isso. Os limites das emendas de percentagem, de bancada, individuais impositivas, isso foi respeitado o limite de sempre, que é o que está na lei, o valor do ano anterior mais a correção do IPCA. Não houve excesso, nenhum, não ultrapassou nenhum limite”, disse o relator do orçamento, que também é líder do MDB na Câmara.

Mesmo discordando, o deputado declarou que a decisão do governo não representa sufocação para o Poder Legislativo.

“Não tem sufocação nenhuma (vetar), é legítimo, porquê cabe ao Congresso a termo final, que pode manter alguns e derrubar outros. Ou manter tudo ou derrubar tudo.”

O incisão ocorre no momento em que Lula tenta reconstituir a relação com a Câmara e o Senado em um processo de reaproximação com Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (Unção-AP) que iniciou em dezembro e mira o ano eleitoral.

No mês pretérito, Lula criticou o volume de emendas impositivas no Orçamento da União.

“Eu sinceramente não concordo. Não concordo com as emendas impositivas. Eu acho que o vestuário de o Congresso Vernáculo sequestrar 50% do Orçamento da União é um grave erro histórico”, disse o presidente, na ocasião.

The post Relator do Orçamento reage a Lula e diz que emendas não ultrapassaram limite appeared first on InfoMoney.