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A homenagem da Acadêmicos de Niterói ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Marquês de Sapucaí provocou reação em conjunto de lideranças da oposição, que classificaram o desfile porquê “propaganda do regime”, “delito”, “grave ilícito eleitoral” e “deprimente espetáculo de insulto do poder”.

O Partido Novo anunciou que vai acionar a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula. Em publicação no X, a legenda afirmou que o desfile foi “uma peça de propaganda do regime Lula” financiada com quantia público. O presidente do partido, Eduardo Ribeiro, declarou que, logo que Lula registrar candidatura, a {sigla} entrará com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo cassação do registro e inelegibilidade. “A lei deve ser igual para todos”, escreveu.

“Campanha antecipada” e “delito”

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o desfile foi “um delito” e acusou Lula de usar quantia público “para fazer campanha antecipada pra ele mesmo”.

“Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo quantia arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo. Sim, o quantia do suor do povo trabalhador brasiliano […] está sendo torrado num desfile de carnaval”, escreveu. O senador também comparou o incidente à pena de Jair Bolsonaro no TSE, dizendo que o ex-presidente foi tornado inelegível “por uma reunião com embaixadores e por discursar num coche de som que não custou um centavo de quantia público”.

Ele não mencionou que Bolsonaro foi réprobo por se reunir com embaixadores para fazer ataques sem provas contra o sistema eleitoral brasiliano.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou vídeo de uma parábola que retratava Bolsonaro porquê palhaço com tornozeleira eletrônica e escreveu: “Quem foi recluso por prevaricação foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial e não opinião”.

“Grave ilícito” e “insulto do poder”

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, afirmou que houve “grave ilícito eleitoral” e “propaganda antecipada com quantia do pagador de impostos”. “Quando a cultura se mistura com a política, perde a cultura”, escreveu, acrescentando que a “interferência nas eleições, agora a de 2026, já começou”.

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) classificou o desfile porquê “um deprimente espetáculo de insulto do poder”. Em publicação no X, afirmou que houve enaltecimento de Lula “sem escândalos de prevaricação” e ataques a adversários, dizendo que “a Coreia do Setentrião não faria melhor”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) escreveu que, se o desfile tivesse ocorrido em 2022, Bolsonaro estaria recluso, com “procura e inquietação no PL, inquietação no barracão da escola” e “inelegibilidade vitalícia”.

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) afirmou que o desfile foi “campanha eleitoral” e questionou qual seria a reação do Supremo Tribunal Federalista se a situação fosse inversa.

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a forma porquê eleitores conservadores foram retratados e disse que seriam “banalizados para o Brasil inteiro por um conjunto financiado com quantia do governo federalista”.

Pressão sobre o TSE

As críticas também miraram o financiamento do Carnaval. A Embratur empenhou R$ 12 milhões para as 12 escolas do Grupo Peculiar, sendo R$ 1 milhão talhado à Acadêmicos de Niterói. Deputados do Novo pediram ao Tribunal de Contas da União (TCU) emprego de multa de R$ 9,65 milhões aos responsáveis pelo enredo, em seguida o tribunal já ter recusado pedido para suspender os repasses.

Antes da apresentação, partidos porquê Novo e Missão acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar o samba-enredo. No último dia 12, o TSE rejeitou o pedido, embora a ministra Cármen Lúcia tenha afirmado ter risco “muito concreto, plausível” de eventual ilícito.

O desfile não teve pedido expresso de votos, o que é vedado pela legislação eleitoral, e não há confirmação de uso indevido de recursos públicos além dos repasses oficiais destinados a todas as escolas do Grupo Peculiar.

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