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Iniciativa conduzida por ONG promove retorno da espécie à ilhota posteriormente mais de dois séculos ausente
Instituto Fauna Brasil
O Instituto Fauna Brasil (IFB), de Santa Catarina, teve os três projetos inscritos aprovados para apresentação na International Conservation Translocation Conference, principal conferência científica do mundo sobre translocação de espécies para conservação. O evento acontece entre 7 e 9 de setembro, em Edimburgo, na Escócia.
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A International Conservation Translocation Conference é a principal conferência internacional de ciência sobre projetos de translocação para fins de conservação.
Translocação é o ato de transferir espécies animais, vegetais ou outros organismos para uma determinada extensão. O objetivo é a conservação, que envolve um conjunto de práticas, políticas e pesquisas voltadas à proteção, à preservação e ao manejo sustentável das espécies e de seus habitats.
“Nós submetemos três trabalhos para esse congresso. Um trabalho com foco nos nossos três projetos de reintrodução, que são: o projeto de reintrodução do papagaio-de-peito-roxo no Parque Pátrio das Araucárias e os dois projetos de reintrodução na Ilhéu de Santa Catarina com foco no bugio-ruivo e nos felinos silvestres”, explica a bióloga Vanessa Kanaan, presidente do Instituto Fauna Brasil.
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Projetos de conservação em destaque
Simão-ruivo reintroduzido à vida selvagem em Florianópolis (SC)
Instituto Fauna Brasil
O projeto do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), iniciado em 2010, continua ativo. As equipes mantêm o monitoramento contínuo das aves soltas e dos filhotes nascidos no Parque Pátrio das Araucárias.
O trabalho também inclui o manejo das caixas-ninho e o desenvolvimento de um programa de instrução ambiental com eventos de reparo de aves. A iniciativa gera renda para a comunidade e diminui as ameaças às aves em vida livre.
Já o projeto de reintrodução do bugio-ruivo (Alouatta guariba) na Ilhéu de Santa Catarina começou em 2019, com um processo de reparação dos indivíduos que durou cinco anos.
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Agora no g1
Em janeiro de 2024, os primeiros primatas foram reintroduzidos na natureza. Os biólogos continuam o monitoramento dos bugios-ruivos e realizam atividades de ciência cidadã, porquê o “Vem Macaquear”. A jornalista envolve a comunidade de Florianópolis com o objetivo de proteger os animais soltos.
O projeto de reintrodução de pequenos felinos do IFB está na período educativa. As solturas ainda não ocorreram. Por enquanto, o trabalho se concentra na estruturação da extensão de soltura.
Congresso concorrido
O Instituto já concluiu o protocolo de reparação, que combina questões sanitárias, genéticas e comportamentais, uma vez que restituir uma espécie de felino à natureza envolve vários detalhes. A teoria é reintroduzir, futuramente, na capital catarinense, o gato-do-mato-do-sul (Leopardus guttulus) e o gato-maracajá (Leopardus wiedii).
“Ter sido escolhido para apresentar os trabalhos nesse congresso internacional significa muito para a gente. É um congresso muito concorrido, temos especialistas do mundo inteiro tentando apresentar os seus resultados. E ter todos os projetos que a gente submeteu aprovados em qualquer tipo de apresentação é realmente muito próprio porque nos permite não só levar os nossos resultados, as coisas que deram visível, os desafios, o que aprendemos, o que precisa ser melhorado, mas também nos coloca nesse planta global”, comenta Vanessa Kanaan.
Vanessa Kanaan, do Instituto Fauna Brasil
Thomaz Marostegan
A bióloga brasileira também ocupa o incumbência de vice-coordenadora de notícia e engajamento da Percentagem de Especialistas em Translocação para a Conservação da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Ela é a única representante da América do Sul na instituição, o que reforça o papel dos pesquisadores brasileiros nos estudos e nos trabalhos de translocação.
“O que eu espero depois de apresentar os projetos na Europa é com certeza maior base científico. O que a gente vê é que nós somos muitas vezes mais reconhecidos lá fora do que cá dentro, isso pode ser provocador principalmente no que tange a conseguir autorização pra fazer nosso trabalho. Portanto podemos mostrar que o que a gente faz cá realmente tem impacto e é reconhecido internacionalmente é muito importante. E conseguir mais base financeiro, isso é fundamental. A maior segmento, eu diria que 95 por cento dos nossos recursos hoje vêm de fora, logo é poder trazer um quantia de fora para investir no nosso país. Não só na segmento da fauna, mas também na segmento socioeconômica, é fundamental. E poder realmente aprender, né? Eu acho que eu tô indo muito com essa missão de trocar informações, de aprender, de levar os nossos desafios, mas de ouvir também os desafios de parceiros”, conclui Vanessa Kanaan.
O Terreno da Gente já esteve em Santa Catarina para seguir de perto os projetos do Instituto Fauna Brasil. Você pode rever a reportagem no site e no Globoplay.
A programação da conferência na Escócia e as ações do Instituto Fauna Brasil podem ser acessadas nos links inferior.
Programação do ICTC na Escócia
Site do Instituto Fauna Brasil
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