A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 6.858/2017, que estabelece diretrizes para a formação dos profissionais da superfície da saúde e restringe o incentivo à oferta de cursos de graduação na modalidade de ensino a intervalo (EaD). A proposta abrange a medicina veterinária entre as profissões contempladas e segue agora para estudo do Senado Federalista.
A medida representa um novo progressão nas discussões sobre a formação dos profissionais da saúde, mormente em áreas que exigem atividades práticas durante a graduação. Na medicina veterinária, o tema vem sendo escoltado por conselhos profissionais e entidades do setor, que defendem a manutenção do ensino presencial porquê requisito para a formação técnica.
Atualmente, o profissional pode atuar em segmentos porquê clínica médica e cirúrgica de pequenos e grandes animais, diagnóstico laboratorial, produção bicho, inspeção de produtos de origem bicho, saúde pública, controle de zoonoses e preservação ambiental.
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O debate ocorre em um momento de possante expansão do ensino veterinário no país. O Brasil reúne atualmente o maior número de cursos de graduação na superfície em nível mundial, com mais de 580 graduações presenciais autorizadas e murado de 87 milénio vagas anuais, segundo levantamento do Recomendação Federalista de Medicina Veterinária (CFMV).
O próprio CFMV tem defendido a adoção de critérios nacionais mais rigorosos para avaliação dos cursos, incluindo processos de acreditação e mecanismos permanentes de monitoramento da qualidade da formação.
“A medicina veterinária é uma profissão essencialmente prática. O estudante precisa desenvolver habilidades clínicas, cirúrgicas, laboratoriais e de campo que não podem ser reproduzidas integralmente em envolvente virtual. O contato direto com animais, professores, estruturas hospitalares e situações reais de atendimento é segmento fundamental da formação profissional”, afirma o presidente do Recomendação Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves.
Segundo o CRMV-RJ, ferramentas digitais e recursos tecnológicos podem complementar o processo de aprendizagem, mas não substituem as experiências práticas desenvolvidas em hospitais veterinários, laboratórios, propriedades rurais e demais ambientes de formação.
Barreiras do ensino no envolvente online
Presidente da Associação Pátrio dos Médicos Veterinários (ANMV), Marcio Mota acredita que o ensino híbrido apresenta desafios e riscos que precisam ser considerados. “A qualificação depende da exposição a uma variedade de casos reais, da reparo de profissionais experientes em prefeitura e da discussão de diagnósticos diferenciais em tempo real. A interação presencial em hospitais e clínicas veterinárias é insubstituível”, acredita.
Por término, ele argumenta que o envolvente online pode dificultar o desenvolvimento de competências interpessoais, porquê interação com tutores, colegas de trabalho e outros profissionais da saúde, e que nem todos os estudantes se adaptam muito ao formato semipresencial. “A falta de rotina e supervisão mais próxima pode levar a lacunas no aprendizagem e à procrastinação”, finaliza.
