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ARTUR BÚRIGO
FOLHAPRESS

Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contratou o escritório do criminalista Alberto Toron para representá-lo nas ações relacionadas ao caso Master.

Felipe foi recluso em maio na Operação Compliance Zero, sob suspeita de integrar o núcleo financeiro-operacional da suposta organização criminosa investigada no caso.

Professor de processo penal da Faap (Instauração Armando Alvares Penteado), Toron atuou em casos de repercussão pátrio, uma vez que a operação Lava Jato. Também defendeu políticos uma vez que a ex-presidente Dilma Rousseff e o deputado federalista Aécio Neves.

Ele substitui o escritório de Sergio Resende, que deixou a resguardo de Felipe. O legisperito Leandro Calembo continua no caso, mas afirmou à Folha que Toron assumirá a transporte da estratégia jurídica e assinou a mais recente petição apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federalista).

Na semana passada, a Segunda Turma da galanteio manteve as prisões de Felipe e de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.

O ministro Gilmar Mendes votou pela prisão domiciliar de Henrique e pela soltura de Felipe, mas ficou vencido. Ao divergir da maioria, Gilmar criticou a transporte do processo e comparou o caso à Lava Jato.

“Parece também maculada pelo mesmo vezo do messianismo persecutório e do uso indevidamente instrumental do processo penal”, afirmou.

Além do relator, ministro André Mendonça, votaram pela manutenção das prisões Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.