Primeiro Ministro francesismo define agenda em seguida guerra orçamentária
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Menos de uma semana em seguida sobreviver a uma guerra de cinco meses sobre o orçamento da França para 2026, o primeiro-ministro Sebastien Lecornu apresentou sua agenda no termo de semana, priorizando força e resguardo.

As disputas orçamentárias consumiram a política francesa por quase dois anos e custaram dois primeiros-ministros antes de Lecornu ser nomeado em setembro.

“A França tem um orçamento que visa reduzir o déficit para 5% sem aumentar os impostos. Poucos acreditavam que isso aconteceria no outono”, disse Lecornu.

Apesar da crescente popularidade e das pesquisas mostrando que nem os centristas do presidente Emmanuel Macron nem os conservadores poderiam derrotar a extrema direita do Rassemblement National nas eleições presidenciais de 2027, Lecornu repetiu que não tinha interesse em concorrer.

Ele acrescentou que uma pequena remodelação do gabinete ocorreria antes das eleições locais de março.

Cá estão as prioridades de Lecornu para os próximos meses.

Robustez

O primeiro-ministro disse que o próximo “programa energético plurianual” do governo seria assinado por decreto até o final da próxima semana, em seguida mais de dois anos de atrasos.

Ele confirmou que a estatal EDF construirá seis novos reatores nucleares, com opção para outros oito, enquanto os investimentos em força renovável — incluindo força eólica offshore, solar e geotérmica — permanecerão “ambiciosos”.

“Em seguida, precisaremos considerar incentivos para açodar a eletrificação. O objetivo é prometer que 60% do nosso consumo em 2030 seja elétrico.”

Resguardo

“Aumentar o orçamento da resguardo (57 bilhões de euros ou US$ 67,35 bilhões), que dobrará entre 2017 e 2027, é necessário… devemos continuar”, disse Lecornu.

Ele também afirmou que a lei de programação militar será atualizada até o Dia da Bastilha, em 14 de julho.

Descentralização

“O novo cenário internacional e a situação das nossas finanças públicas tornam urgente o reenfoque do Estado em determinadas tarefas. Por isso, ele deve relatar mais claramente com outros atores públicos locais para exercitar certos poderes”, afirmou Lecornu.

Ele acrescentou que um projeto de lei contendo 50 medidas de “simplificação” seria apresentado ao parlamento antes das eleições locais de março.

Assistência Médica do Estado

Lecornu prometeu manter a AME (Assistência Médica do Estado), um programa de assistência social francesismo que cobre principalmente os custos médicos de migrantes sem documentos — que a extrema direita prometeu varar se chegar ao poder em 2027.

No entanto, ele anunciou dois decretos para reformar o programa: um talhado a combater a fraude, com uma economia de 180 milhões de euros, e outro focado na modernização dos sistemas de TI do governo para prometer que todos os funcionários públicos responsáveis pelo programa tenham chegada.