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A Prefeitura de Goiânia retirou, ao longo deste ano, 248 toneladas de materiais inservíveis de imóveis residenciais da capital, em ações realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) por meio de operações de limpeza compulsória. Até dezembro, 23 imóveis passaram por esse tipo de mediação.O objetivo é combater o acúmulo de materiais e reduzir riscos à saúde pública, principalmente a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

As ações fazem segmento das medidas permanentes de combate às arboviroses. A atuação é baseada na Lei Federalista nº 13.301/2016, que permite a ingressão em imóveis privados quando há risco à saúde pública. Segundo a SMS, os responsáveis pelos imóveis são notificados e têm dez dias para fazer a limpeza por conta própria. A limpeza compulsória só ocorre quando não há colaboração, com autorização judicial.

“A secretaria trabalha de forma contínua com visitas domiciliares, fiscalização de áreas de risco e orientação da população”, afirma o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.

A retirada de materiais acumulados tem impacto direto na prevenção da dengue. Em 2025, Goiânia registrou redução de 47,2% nos casos da doença em conferência com o ano anterior. De pacto com o Boletim Epidemiológico de Arboviroses, divulgado em dezembro, foram registrados 28.427 casos de dengue, sendo 67 graves e 34 óbitos. Em 2024, no mesmo período, foram 50.508 casos e 81 mortes.
Os resultados são atribuídos ao trabalho dos agentes de combate a endemias, que realizaram mais de 2,3 milhões de visitas domiciliares em 2025. Também foram feitas vistorias em 1.017 imóveis abandonados ou fechados, onde foram eliminados 30.890 focos do mosquito.

“Mesmo fora do período pluvial, é preciso manter a vigilância. A vistoria de casas e empresas, junto com a orientação à população, é precípuo para evitar a proliferação do mosquito”, reforça Pellizzer.

Dados da SMS mostram que, neste ano, os agentes encontraram focos do Aedes aegypti em 21.624 residências e aplicaram 75.952 autos de infração. As operações de limpeza compulsória contam com o espeque da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Guarda Social Metropolitana (GCM), Resguardo Social e, quando necessário, do Samu. Os materiais recolhidos são levados para o aterro sanitário, e os recicláveis são encaminhados para cooperativas do município.

Outrossim, a SMS oferece comitiva em psiquiatria, psicologia e assistência social aos moradores envolvidos. “É uma medida extrema, mas necessária para proteger a saúde de todos. O acúmulo de lixo facilita a proliferação de doenças e também aumenta riscos uma vez que incêndios”, explica o gerente de Fiscalização da Diretoria de Zoonoses, Jadson Moreira.

Fotos: SMS

Secretaria Municipal de Notícia (Secom) – Prefeitura de Goiânia