Um policial social reformado, de 66 anos, foi resgatado em estado gravíssimo em seguida ser encontrado desnutrido, desidratado e com diversas lesões pelo corpo em uma mansão no Jardim Novo Mundo, em Goiânia. O varão, que estava sob os cuidados de um jovem de 25 anos tratado por ele porquê rebento, foi levado para uma unidade de saúde, onde médicos identificaram sinais de maus-tratos. O responsável pelos cuidados do idoso foi recluso em flagrante.
Segundo o solicitador Eduardo Carrara, as investigações indicam que o idoso estava sob os cuidados do jovem de 25 anos, considerado por ele porquê um rebento de geração, embora não houvesse vínculo formal de adoção.
A suspeita surgiu quando irmãs do policial reformado decidiram obstinar para visitá-lo. Segundo a polícia, elas relataram que enfrentavam dificuldades para manter contato com o irmão há meses, já que eram impedidas pelo cuidador de entrar na mansão. Em diversas ocasiões, as visitas eram restritas a conversas pela janela do imóvel.
Quando finalmente conseguiram entrar na residência, encontraram o reformado debilitado e sem condições de se movimentar. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou o policial para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde médicos identificaram sinais de desamparo e comunicaram o caso para a Polícia Militar.
Situação sátira
O relatório médico apontou que o paciente chegou na unidade em estado gravíssimo, apresentando extrema magreza, desidratação intensa, pouca resposta aos estímulos, lesões espalhadas pelo corpo e feridas infectadas na região das costas e dos glúteos. Devido ao quadro médico quebradiço, o idoso não conseguiu prestar qualquer informação aos investigadores.
Em seguida a denúncia, policiais localizaram o responsável pelos cuidados do reformado e efetuaram a prisão em flagrante. Durante o testemunho, o suspeito afirmou que a vítima já sofria de problemas de saúde e que teria optado por interromper o tratamento médico. Para o solicitador, essa justificativa não afasta a responsabilidade do suspeito que assumiu os cuidados do idoso.
Além da apuração sobre os maus-tratos, a polícia procura esclarecer há quanto tempo o policial reformado vivia nessas condições e se houve preterição de outras pessoas que tinham conhecimento da situação.
O varão foi autuado pelo violação de maus-tratos e preterição de assistência à saúde de pessoa idosa. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em preventiva, enquanto o sindicância segue em curso.
O policial social reformado segue hospitalizado na UPA enquanto aguarda transferência para uma unidade de saúde da rede privado
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