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A fusão entre Petz e Cobasi, aprovada pelo Juízo Administrativo de Resguardo Econômica (Cade) na última quarta-feira (10), depois 16 meses de estudo, acendeu um sinal de alerta no varejo pet brasiliano. Para Rodrigo Albuquerque, CEO e fundador da Petland Brasil, a união das duas grandes do setor cria uma estrutura capaz de pressionar fortemente os pequenos e médios pet shops, sobretudo aqueles que ainda dependem majoritariamente da venda de produtos.

A rede de franquias, que tem o segmento de serviços porquê uma das principais alavancas, além do noção de “loja de bairro”, tem porquê acionista a família Jereissati, com 28% de participação. Com 150 lojas no país, a Petland é o terceiro player no mercado pátrio em número de unidades, detrás somente das duas redes que acabam de se unir e que somam mais de 500 unidades.

Segundo o executivo, o setor já enfrenta um cenário de margens cada vez mais apertadas, o que torna a competição com grandes redes praticamente inviável para o varejo de bairro. “As lojas de bairro estão sofrendo muito com margens de vendas de produtos e ainda são altamente dependentes do mercado de ração e medicamentos. Por isso a fusão vai esmigalhar o pequeno lojista se ele não mudar o foco do seu negócio”, afirmou ao NeoFeed.


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Albuquerque destaca que a novidade gigante resultante da fusão terá ainda mais poder de negociação com fornecedores, além de graduação logística e presença omnicanal, o que tende a obstringir margens e reduzir a competitividade dos estabelecimentos independentes. Nesse cenário, ele avalia que a simples revenda de produtos deixa de ser sustentável.

“Para esse pequeno negócio que não sabe oferecer serviços, a vida vai permanecer difícil. Esse empreendedor, que está estabelecido há qualquer tempo, precisa entender que uma gestão bem-feita é baseada em dados e personalização. Ele precisa deixar de ser negociante para ser um gestor”, pontua.

Pequenos e médios pet shops respondem por murado de 50% do mercado brasiliano, que deve inferir um faturamento de R$ 77,89 bilhões em 2025, enquanto Petz e Cobasi, juntas, não chegam a 10%.

Ou por outra, o país conta com murado de 200 milénio estabelecimentos comerciais, incluindo unidades de todos os portes e hospitais veterinários, destinados a atender os 170 milhões de animais de estimação, sendo 66,3 milhões de cães (39%) e 32,3 milhões de gatos (19%).

É nesse contexto que a Petland vem reposicionando sua atuação no Brasil. Diferentemente das grandes varejistas, que apostam fortemente em volume e omnicanalidade, a rede tem direcionado seus investimentos para serviços, porquê banho e tosquia, além de modelos de lojas menores e mais integrados à rotina do consumidor lugar.

Das 30 novas unidades previstas para o próximo ano em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, metade será no padrão studio, com até 50 m², focada exclusivamente na oferta de serviços.  O CEO conta que, depois o proclamação da fusão, aumentou a procura de empreendedores para transformar suas lojas para o padrão da Petland.

“Se o lojista tiver base para proceder nesses serviços, ele terá pista para passar no mercado pet a partir deste novo momento”, afirmou Albuquerque. “Vamos seguir caminhando em uma avenida dissemelhante da Petz e da Cobasi.”

O executivo também avalia que a novidade grande rede estará concentrada, nos próximos dois anos, em tomar sinergias e integrar operações, abrindo espaço para que redes e pet shops se diferenciem por meio de serviços, relacionamento e conhecimento do cliente.

Disputa por lojas de Petz e Cobasi envolve Petlove e PetCamp

A fusão entre Petz e Cobasi foi aprovada pelo Cade com restrições, entre elas a venda de 26 lojas no estado de São Paulo, a maioria localizada na capital. No entanto, Rodrigo Albuquerque afirma não ter interesse nesses ativos, devido ao tamanho dessas lojas, que, segundo o CEO, vêm perdendo espaço na atenção do consumidor.

A PetCamp, rede com possante presença do interno de São Paulo e quarta maior do Brasil, com pouco mais de 100 lojas; e a Petlove, que integrou o processo no Cade porquê segmento interessada e tem possante atuação no e-commerce, manifestaram interesse inopino pelos ativos. O Cade ainda precisará assinar o comprador final e a corrida pelas lojas tende a acirrar a competição em um setor já bastante pulverizado.