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A inflação do mercado pet norte-americano perdeu força em maio de 2026, mas os preços seguem em patamares historicamente elevados. Dados do relatório Petflation 2026 mostram que a inflação anual do setor desacelerou de 3,8% para 3,2%, ficando abaixo da inflação geral dos Estados Unidos, que atingiu 4,2% no período.

Apesar da desaceleração, a recuperação ainda é considerada lenta. Os preços totais do setor pet permanecem 32,4% acima dos níveis registrados em 2019, antes da pandemia, e praticamente todos os segmentos continuam próximos dos recordes históricos observados em março deste ano.

O levantamento mostra que os custos ligados a serviços continuam sendo os principais responsáveis pela pressão sobre os gastos dos tutores, enquanto alimentos e produtos apresentam sinais mais claros de estabilização.


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Serviços lideram altas no mercado pet

Entre todos os segmentos analisados, os serviços pet apresentaram a maior inflação anual em maio, com alta de 7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O índice supera inclusive a inflação dos serviços veterinários, que registraram aumento de 4,9% no período.

Os dados acumulados mostram que os serviços pet estão 45,2% mais caros do que em 2019, enquanto os serviços veterinários acumulam alta de 54,6%, o maior avanço entre todas as categorias analisadas.

Segundo o relatório, a inflação elevada passou a ser praticamente uma característica permanente do segmento veterinário, que registra aumentos consistentes desde 2021.

Veterinária acumula maior aumento desde a pandemia

Os serviços veterinários seguem como a categoria mais pressionada pela inflação de longo prazo. Desde 2019, os preços do segmento avançaram 54,6%, enquanto o aumento acumulado desde 2021 chega a 42%.

Mesmo com uma pequena queda de 0,1% em maio na comparação com abril, os custos veterinários continuam próximos dos maiores patamares da série histórica.

O relatório aponta que o aumento contínuo dos custos pode levar parte dos tutores a reduzir a frequência das consultas, embora a demanda pelos serviços continue relativamente resiliente quando comparada a outras categorias.

Alimentos mostram desaceleração

Depois de liderar a inflação pet durante os anos mais críticos do pós-pandemia, os alimentos para animais de estimação apresentaram sinais mais consistentes de estabilização.

Em maio, os preços recuaram 0,4% frente a abril. Na comparação anual, a inflação caiu de 2,2% para 1,8%. Ainda assim, os preços permanecem 24,7% acima dos níveis registrados em 2019.

O estudo destaca que mais de 90% do aumento acumulado dos alimentos pet ocorreu entre 2022 e 2023, período marcado por pressões sobre cadeias globais de suprimentos e custos de produção.

A categoria de acessórios e suprimentos foi a que apresentou o comportamento mais estável. Os preços recuaram 1,3% em maio e a inflação anual caiu para apenas 0,1%. Mesmo assim, o segmento ainda acumula alta de 12,4% desde 2019.

Entre todas as categorias monitoradas, os suprimentos continuam registrando o menor avanço de preços no longo prazo.

Consumidor busca alternativas para equilibrar gastos

O relatório aponta que o impacto da inflação acumulada já começa a provocar mudanças no comportamento dos consumidores.

Entre as tendências observadas estão a migração para canais digitais, o crescimento das marcas próprias e a busca por produtos com melhor relação custo-benefício.

No segmento de alimentação, alguns tutores têm migrado para opções mais acessíveis, enquanto em produtos e acessórios a tendência é de redução da frequência de compra.

Já nos serviços veterinários, o comportamento predominante tende a ser diferente. Em vez de abandonar o atendimento, muitos consumidores optam por espaçar visitas e procedimentos não urgentes.

Preços continuam elevados

Embora a petflação tenha desacelerado nos últimos meses, os dados indicam que a normalização dos preços ainda está distante.

Em maio, o índice geral do mercado pet permanecia 30,9% acima dos níveis pré-pandemia, enquanto os serviços veterinários estavam 51,3% acima de dezembro de 2019.

Segundo o relatório, a inflação pode estar perdendo intensidade, mas os consumidores continuam convivendo com preços historicamente elevados, realidade que deve seguir influenciando as decisões de compra em todo o setor pet ao longo de 2026.