SÃO PAULO, SP E BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS)
O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (10) o pacote de salvaguardas negociado em dezembro com Bruxelas para proteger agricultores europeus do potencial impacto do concordância mercantil entre a União Europeia e os países do Mercosul.
A cláusula de salvaguarda foi aprovada em Estrasburgo por 483 votos em prol, 102 contra e 67 abstenções.
O instrumento, visto porquê protecionista pela bancada ruralista no Brasil, prevê gatilhos para investigação de concorrência dos produtos considerados sensíveis, porquê músculos e açúcar, a partir de flutuações superiores a 8% nos preços ou na participação de mercado.
A votação dá perímetro final à segmento mercantil do concordância, mas não altera a trama jurídica determinada por Estrasburgo, no mês pretérito. O Parlamento Europeu congelou em 21 de janeiro a ratificação do concordância com o Mercosul, respondido pelos sindicatos agrícolas.
A revisão do documento pelo Tribunal de Justiça da UE deve consumir ao menos dois anos, mas a Percentagem Europeia tem o poder de fazer o concordância vigorar provisoriamente a partir de sua aprovação por qualquer um dos Congressos dos parceiros sul-americanos.
Bruxelas calcula o dispêndio político da operação, que provavelmente será vista porquê cansaço ao Parlamento e aos países que se opõem ao tratado, a França de Emmanuel Macron adiante.
Os eurodeputados levaram o caso ao Tribunal de Justiça da União Europeia para verificar a legitimidade do concordância de livre negócio.
No entanto, a Percentagem Europeia tem a opção de utilizar o concordância de forma provisória, embora ainda não tenha tomado uma decisão. Alguns países, porquê Alemanha e Espanha, defendem essa emprego, enquanto outros se opõem.
O concordância com o Mercosul permitirá à UE exportar mais automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além de facilitar a ingresso na Europa de músculos bovina, aves, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos.
Para os seus críticos, entre eles a França, leste tratado prejudicará a cultura europeia com produtos importados mais baratos que não cumprem necessariamente as normas da UE, segundo eles devido à falta de controles suficientes.
Em entrevista a vários jornais europeus publicada nesta terça, o presidente gálico Emmanuel Macron citou o concordância de livre negócio com o Mercosul, que chamou de “concordância ruim, macróbio e mal negociado”.
“Eu defendo acordos justos e, portanto, acordos que tenham salvaguardas e que respeitem o clima ao mesmo tempo em que se alcança o que queremos para a economia”, disse.
Ele também disse que as “ameaças” comerciais e as “intimidações” dos Estados Unidos “não terminaram”, e fez um apelo por um despertar europeu. A entrevista foi publicada no Le Monde, El País, The Economist e Süddeutsche Zeitung.
Macron também menciona uma “espécie de consolação covarde” por segmento dos governantes europeus quando se saiu do “pico da crise” das tarifas com Donald Trump.
“Quando saímos do pico da crise, quando foi negociado um concordância para as tarifas, houve uma espécie de consolação covarde. Mas não acreditem nem por um segundo que isso acabou”, advertiu.
“Observem o que vai sobrevir com as tarifas sobre os produtos farmacêuticos e tudo o que vai sobrevir. Todos os dias, todas as semanas, haverá ameaças”.
Macron pediu a proteção da indústria europeia sem desabar no protecionismo, por meio de uma “preferência europeia” em alguns setores estratégicos porquê tecnologias limpas, química, aço, automóveis ou resguardo. “Em caso contrário, os europeus serão varridos”, advertiu.
