
A loja é montada em um espaço onde os nossos olhos correm e “escaneiam” os produtos. Os corredores são as estruturas físicas que separam as gôndolas para fabricar caminhos que ampliam nossa permanência no PDV. Esses caminhos devem sempre ser uma vez que corredores sem término, em que cada seção estimula a jornada do consumidor e permite acessar produtos de maneira intuitiva.
Se cada lado de gôndola ou galeria tem uma categoria fácil de se entender, o cliente poupando tempo, encontrará o que procura e gastará esse tempo economizado andando e comprando mais – essa é a lógica.
Uma loja confusa e mal layoutizada, onde não encontramos o que procuramos e somos obrigados a permanecer perguntando para qualquer funcionário que nem sempre está ali, faz com que a experiencia de compra seja negativa. A loja sairá da lista de pet shops favoritos do tutor.
Dá para entender no que isso vai dar?
Dito isso, voltemos às gôndolas. Se o layout está adequado e as categorias estão muito posicionadas, o que devo fazer com as pontas da frente voltadas para os caixas, as pontas centrais e as pontas do fundão?
As pontas são os locais nobres da loja por um único motivo – sua melhor visualização. Quando giramos de um galeria para o próximo, nossos olhos prestam segundos preciosos de atenção ao que está exposto nelas.
Muitos gestores administram suas pontas à base de improviso, com qualquer resultado, itens encalhados ou quase vencidos. Esses espaços deixam de ser vitrines para lançamentos e artigos diferenciados ou de maior valor confederado.

As pontas da frente atraem rapidamente na ingressão, mas nem sempre vendem na saída. As pontas do fundo são aquelas que precisam de produtos iluminados e muito expostos. Já as centrais são geralmente as melhores, desde que o posicionamento das categorias seja fácil de compreender.
Cada ponta deve ter no supremo três itens em prateleiras ou dois na vertical. Atenção: zero de transformar essa seção em uma árvore de Natal, onde não se repara em zero devido à excessiva quantidade e poluição visual.

Não se esqueça de que os lados das pontas de gôndola devem ser preenchidos e ter os produtos virados para quem passa no galeria, sem buracos à mostra. Todos os artigos devem estar precificados com etiquetas maiores para despertar mais atenção.
O lojista precisa controlar todos os produtos que estão em ponta de gôndola e saber o quanto vendem em cada posição. Isso vai ajudar a valorizar cada espaço para que possa estabelecer negociações especiais com seus fornecedores parceiros.
Negociar espaço não é cobrar. E usualmente um bom promotor de vendas costuma dimensionar melhor os espaços da loja do que o proprietário. Para os líderes de pet shops, fica a dica final. Trocar ideias com esse profissional fará os donos reconhecerem espaços preciosos que nunca foram explorados.
