
O ex-CFO da Ambipar (AMBP3), João Daniel Pirran de Arruda, marcou uma reunião com a Percentagem de Valores Imobiliários (CVM) para a próxima segunda-feira, informou o Estadão.
Na ocasião, Arruda será escoltado por dois escritórios de advocacia: o Vieira Rezende Advogados, que trabalhou na resguardo Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas (AMER3), e David Rechulski Advogados, que fez segmento da resguardo da Braskem, durante a CPI que investigou a companhia pela tragédia ambiental que resultou no naufrágio de Maceió.
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Formado em governo de empresas pela FGV, Arruda ocupou o função de diretor financeiro na Ambipar por pouco mais de um ano, depois mais de uma dez de trabalho no Bank of America Merril Lynch.
Ele deixou o função no dia 22 de setembro e Ricardo Rosanova Garcia, portanto diretor de relações com investidores, passou a treinar cumulativamente as funções.
Crise na Ambipar
Nesta sexta-feira (3), a companhia derreteu mais 54% e acumulou uma queda de 90% em suas ações em um mês. Agora, a empresa avalia entrar com um pedido de recuperação judicial no Brasil e nos Estados Unidos já que o país estrangeiro concentra segmento considerável das dívidas e garantias contraídas pela empresa.
O ponto de partida da crise é uma série de mudanças em um contrato de empréstimo de US$ 35 milhões (R$ 186 milhões) firmado entre a Ambipar e o Deutsche Bank no dia 18 de setembro. Um aditivo contratual que teria sido negociado por um executivo do grupo diretamente com o banco teria causado um desbalanceamento nas contas da empresa.
Ou por outra, os credores da empresa buscam respostas sobre onde estaria o caixa de R$ 4,7 bilhões reportado pela empresa no último balanço já que, até agora, teriam sido encontrados exclusivamente murado de R$ 430 milhões.
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