As ondas de calor que atingiram a Europa no verão de 2026 afetaram as safras agrícolas e acenderam um alerta para a indústria de alimentos para pet. Embora não haja registro de queda no fornecimento, o cenário aumenta as preocupações em relação aos custos e disponibilidade de matérias-primas.
Na França, a colheita de milho deve cair quase pela metade, um dos menores volumes em 50 anos. Na União Europeia, as estimativas apontaram rendimentos de soja 15% abaixo da média dos últimos cinco anos, além de quedas de 7% para batatas e 11% para beterraba açucareira.
Quebras nas safras podem elevar custos
Segundo Nandini Roy Choudhury, analista sênior da Future Market Insights, os impactos variam conforme as formulações e a dependência de fornecedores europeus. Proteínas vegetais, amidos e fibras podem sofrer pressão de preços e mudanças na origem das matérias-primas.
A menor disponibilidade de pastagens e forragens também pode desencadear o aumento dos custos da pecuária e afetar a oferta de ingredientes de origem animal. O impacto depende das condições de produção e não representa um sinal de escassez imediata de proteínas.
Diversificação reduz riscos de abastecimento
A onda de calor reforça a importância de diversificar fornecedores e regiões de origem dos ingredientes. Para fabricantes de pet food, as estratégias incluem qualificar fornecedores de diferentes pontos, manter estoques de matérias-primas difíceis de substituir e negociar alternativas com antecedência. As medidas ajudam a reduzir a exposição a oscilações climáticas e preservar a regularidade das formulações.
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