Mito da “super resistência” dos vira-latas pode colocar saúde em risco, alerta especialista
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Celebrado em 31 de julho, o Dia Nacional do Vira-Lata chama atenção para um dos mitos mais difundidos no mercado pet – a ideia de que cães sem raça definida (SRD) são naturalmente mais resistentes e, por isso, demandariam menos cuidados veterinários.

Embora esses animais apresentem, em geral, menor predisposição a doenças hereditárias devido à maior variabilidade genética, isso não os torna menos suscetíveis a outros problemas de saúde

“Os animais sem raça definida possuem maior variabilidade genética, o que reduz a probabilidade de algumas doenças hereditárias. No entanto, isso não significa que sejam imunes a vírus, bactérias ou parasitas. Um vira-lata precisa de tanta proteção e assistência médica quanto qualquer outro pet”, afirma Mariana Silva, médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim.


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Vacinação e prevenção continuam indispensáveis

A especialista destaca que a prevenção continua sendo o principal pilar para a saúde dos cães, independentemente da raça.

Manter o protocolo vacinal atualizado, realizar o controle de parasitas como pulgas, carrapatos e vermes, e garantir consultas periódicas ao médico-veterinário são medidas essenciais para evitar doenças como cinomose, parvovirose, erliquiose e babesiose.

Além disso, exames regulares contribuem para o diagnóstico precoce de condições cardíacas, renais e até câncer, aumentando as chances de tratamento eficaz.

Alimentação e castração impactam o bem-estar

Outro ponto crítico é a alimentação adequada. Segundo a especialista, restos de comida ou dietas inadequadas podem favorecer problemas digestivos, obesidade e outras alterações metabólicas.

A castração também é mais uma medida importante para a saúde e o bem-estar dos cães. O procedimento contribui para o controle populacional, reduz o abandono e auxilia na prevenção de doenças reprodutivas, como tumores de mama, infecções uterinas e problemas prostáticos.

De acordo com a especialista, práticas como vacinação, alimentação balanceada e acompanhamento veterinário não estão associadas a uma raça específica, mas sim às necessidades da espécie.