
O ex-ministro do Turismo do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Gilson Machado, anunciou nesta quarta-feira, 21, sua desfiliação do Partido Liberal (PL) e afirmou que seguirá na disputa por uma vaga no Senado por Pernambuco, embora ainda não tenha informado para qual partido pretende se filiar. Em epístola divulgada nas redes sociais, ele disse que deixa a {sigla} por não ter o esteio da direção estadual.
Uma vez que mostrou o Estadão, o PL vivia uma disputa interna entre o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, e Gilson Machado para definir quem seria o candidato ao Senado. Com a saída de Machado, a {sigla} deverá confirmar o nome do dirigente partidário em Pernambuco.
Para Centrão, protraimento de ida de Tarcísio a Bolsonaro é estratégia para lucrar tempo
Avaliação é que encontro poderia “carimbar” esteio ao fruto do ex-presidente, enquanto protraimento preserva margem de manobra do governador para 2026
Aliados de Bolsonaro convocam atos em SP e Brasília em esteio à Bolsonaro
Manifestações marcadas para domingo reúnem parlamentares do PL contra a transferência do ex-presidente para a Papuda
“Continuo sendo o nome defendido pelo presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém, não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão”, escreveu.
Machado afirmou ainda que não conseguiu remeter pessoalmente sua decisão a Bolsonaro por estar com restrições de deslocamento e impedido de deixar Recife (PE). Segundo ele, no entanto, o movimento foi compartilhado com o senador Flávio Bolsonaro e com Renato Bolsonaro, fruto e irmão do ex-presidente.
A Polícia Federalista (PF) prendeu Gilson Machado em junho do ano pretérito, no Recife. De convenção com a PF e a Procuradoria-Universal da República (PGR), ele teria tentado obter um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, deixar o Brasil. Na ocasião, Gilson negou as acusações.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista (STF), determinou a soltura do ex-ministro no mesmo dia. Para Moraes, “com as diligências realizadas pela PF, a prisão preventiva não se faz mais necessária, podendo ser substituída por medidas cautelares alternativas”, uma vez que o cancelamento do passaporte, a proibição de deixar o País e de se remeter com outros investigados “por qualquer meio”.
Na epístola, Machado afirma que “troca de partido, mas não de lado” e diz que seguirá desempenado ao bolsonarismo. “Sigo leal aos meus ideais e valores. Sempre leal ao presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro”, declarou.
Gilson Machado é um coligado próximo de Bolsonaro, tendo se aproximado do ex-presidente ainda em 2018. Foi secretário do Ministério do Meio Envolvente durante a gestão do ex-presidente e, em maio de 2019, foi indicado para a presidência da Embratur, estando adiante da estatal por mais de um ano.
Machado ganhou destaque por eclodir tocando sanfona em lives de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O ex-ministro é sanfoneiro, já gravou com nomes uma vez que Zé Ramalho e atua na filarmónica Brucelose até hoje. Ele já deu aulas do instrumento para Bolsonaro. Em dezembro de 2020, foi remanejado para o Ministério do Turismo.
The post Ministro de Bolsonaro que tentou obter passaporte português para Mauro Cid deixa o PL appeared first on InfoMoney.
