Michael Jordan voltou a criticar a prática de “load management” na NBA — quando atletas são poupados de partidas para preservação física — durante sua participação, na noite de terça-feira (28), na cobertura da liga pela NBC.
Foi a segunda vez que o ex-astro do Chicago Bulls apareceu no quadro “Insights to Excellence”, exibido depois a transmissão de Bucks x Knicks. Jordan afirmou não confiar que os jogadores precisem repousar unicamente por sota.
“Isso não deveria ser necessário, antes de tudo”, afirmou Jordan. “Eu nunca quis perder um jogo porque era uma oportunidade de provar meu valor — um pouco que sempre senti. Os torcedores estão lá para me ver. Quero impressionar aquele rosto lá em cima, que provavelmente trabalhou duro para conseguir verba e comprar o ingresso”.
Ao longo da curso, Jordan atuou em mais de 70 partidas na maioria das temporadas. As únicas exceções foram seu segundo ano na liga — quando quebrou o pé e foi distante mais tempo do que gostaria — e em 1995, quando tentou a aposentadoria.
No auge da renome, Michael e o Bulls transformaram-se em uma verdadeira atração itinerante, com ingressos disputados tanto em Chicago quanto fora de moradia.
“Você tem um responsabilidade: se eles querem te ver, uma vez que entretenedor, preciso estar lá”, disse. “Se as pessoas estão vindo me presenciar, não quero perder essa oportunidade. Se fisicamente eu não puder jogar, tudo muito. Mas se posso e não quero, é totalmente dissemelhante”.
A postura de Jordan já havia ficado clara durante as gravações do documentário The Last Dance, da Netflix, que retratou as últimas temporadas do domínio do Bulls.
O planeta Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, compartilhava visão semelhante. Mesmo convivendo com lesões, defendia que o desportista deve se poupar unicamente nos dias em que não há jogos, reforçando que “é seu trabalho atuar”.
