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Uma borracha que custava pouco mais de R$ 1 no ano pretérito agora chega perto de R$ 5. Um estojo simples pode passar de R$ 90 e um lápis generalidade pode variar mais de 800% de uma loja para outra. É o que aponta uma pesquisa comparativa de preços realizada pelo Procon Goiás em 14 estabelecimentos de Goiânia (veja lista completa inferior). Os números ajudam a explicar por que a volta às aulas tem pesado cada vez mais no bolso das famílias. Uma situação vivida de perto pela jornalista e gastrônoma Bruna Lima, mãe de um menino de 4 anos, que está na ensino infantil.

“Nascente ano, eu gastei muro de R$ 450 em material e mais R$ 1,1 milénio em livros. Foi mais custoso que no ano pretérito. Só os livros ficaram mais baratos porque eu troquei meu fruto de escola. Troquei marca, peguei segunda risco e reaproveitei o que deu: o estojo de mansão, pasta, mochila e alguns livros. A gente tenta poupar onde dá”, conta.

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Gasto em duplo

Os gastos se intensificam quando há mais de um fruto em idade escolar. A gastrônoma Karla Lobato, mãe de um menino de oito anos – que vai para o 3º ano do ensino fundamental -, e de uma juvenil de 13 anos, pronta para iniciar o 8º ano, relata que o peso financeiro é significativo.

“Os livros são um dispêndio exorbitante à secção. Para ele, deu muro de R$ 2 milénio e para ela o duplo. Pelo menos existe a opção de parcelar no cartão ao longo do ano”, conta. Ou por outra, Karla estima que gastou muro de R$ 700 em material obrigatório para cada fruto, mesmo reaproveitando itens. “Isso porque não comprei mochila, lancheira e estojo oriente ano, reaproveitei tudo do ano anterior”.

Preços variam até 800%

A experiência das mães reflete o que aponta a pesquisa do Procon Goiás, que analisou os preços de 73 produtos em 14 papelarias de diferentes regiões de Goiânia, entre os dias 23 e 30 de dezembro de 2025. O levantamento identificou variações extremas entre o menor e o maior preço do mesmo item.

O vencedor de diferença foi o lápis preto nº 2 (Bic Evolution) encontrado por R$ 0,80 em uma loja e por R$ 7,30 em outra, uma variação de 812,5%. Colas, apontadores, borrachas e lapiseiras também apresentaram oscilações supra de 500%. Confira inferior a lista completa elaborada pelo Procon Goiás:

Quanto custa, na prática, uma lista básica?

O Mais Goiás montou uma lista básica com itens comuns do dia a dia escolar, porquê lápis, borracha, apontador, lápis de cor, caderno, pasta, cola, tesoura, papel e duas canetas, e simulou os custos com base na planilha do Procon. Se a compra for feita pelos maiores preços encontrados, o valor da lista chega a R$ 91,25. Já optando pelos menores preços, o totalidade cai para R$ 38,95. A diferença ultrapassa R$ 52, mesmo comprando exatamente os mesmos produtos.

Para poupar, a orientação do Procon é pesquisar. Estratégia que as mães colocaram em prática. “Em quase todos os itens optei por segunda risco, porque a diferença para as marcas mais conhecidas era muito grande. Se você não marchar e não gastar tempo pesquisando, acaba pagando muito mais custoso”, explica Karla.

“Pesquise muito, até pelo telefone mesmo. Peça orçamentos, compare preços. Se puder, compre à vista e tente negociar desconto. Isso faz diferença no final”, relata a consumidora Bruna.

Bairros nobres, preços elevados

Outra orientação é ir em papelarias de bairros populares. Por meio do relatório do Procon Goiás é provável ver que, entre as lojas pesquisadas, aquelas que apresentam valores mais altos nos itens de material escolar estão no setor Bueno e Oeste. Já bairros porquê Campinas, Setor Meão e Jardim Guanabara aparecem com mais frequência entre os menores preços da pesquisa.

Também vale evidenciar que a escola não pode exigir marca específica nem indicar loja obrigatória e os itens de uso coletivo, porquê material de limpeza, escritório ou higiene, não devem estar na lista.

Para a gastrônoma Karla, a principal recomendação é evitar compras por impulso. “Não levem crianças às lojas. Elas acabam escolhendo itens com personagens, que encarecem muito. E pesquisem. É extenuante, mas compensa. No final, quando você coloca tudo na ponta do lápis, a diferença é grande, principalmente para quem tem mais de um fruto”, reforça.