Ano-Novo é uma data recheada de celebrações, mas que pode carregar consigo excessos que trazem riscos à saúde, principalmente quando se fala em afronta de álcool. Nesse sentido, embora as principais autoridades sanitárias do mundo concordem que não existe limite considerado seguro, já que até mesmo uma ração traz riscos, existem algumas formas de minimizar os danos da bebida no corpo humano.
— O que acontece muito é o tomar pesado episódico, que é tomar muito num pequeno período de tempo. É um padrão nocivo que pode trazer danos importantes. Muita gente pensa “não bebi a semana toda, tudo muito eu tomar demais no sábado”. Mas não é muito mal funciona. Só que precisamos ser realistas, as pessoas vão tomar mais nessa quadra, logo fornecer orientação para evitar o excesso e reduzir os danos é importante — diz a coordenadora do Núcleo de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), Mariana Thibes.
Isso porque existem cenários que criam condições no corpo que prejudicam a metabolização das bebidas alcoólicas e intensificam o impacto na saúde e a sensação de mal-estar no dia seguinte, a famosa ressaca. E uma maneira eficiente de evitar isso é trabalhando a alimento.
— Nós do Cisa orientamos que o ideal é, se for tomar, evitar o consumo condenável que é quatro doses ou mais para mulheres numa única ocasião, e cinco para homens. E procurar seguir outras atitudes que parecem simples, mas fazem diferença, porquê alimentar-se muito — diz Mariana.
A ração equivale a 14g de álcool, o presente numa lata de cerveja, numa taça de vinho ou numa ração de destilado. Já quando se fala em comida, a presidente Sociedade Brasileira de Alimento e Nutrição (Sban), Sueli Longo, explica que a primeira estratégia é fazer o “arroz com feijoeiro”: intercalar o álcool com chuva para prometer a hidratação e não tomar em jejum.
— Se você se alimentou antes, você está com um nível de glicose bom no sangue e trabalhando com uma oferta de vontade adequada para o seu sistema nervoso médio. Portanto ele está numa situação adequada do ponto de vista de combustível para o corpo. Mas se você bebe em jejum, o corpo consome o álcool já num nível de glicemia reles, de falta de vontade. Se está há oito horas sem manducar, por exemplo, está com menos substrato energético para o seu sistema nervoso, e os efeitos do álcool são sentidos de forma mais rápida — conta.
Ela explica que estar com as principais refeições em dia, o moca da manhã, o almoço e o jantar, é suficiente para evitar o jejum. Porém, nos casos em que não dá tempo para essa quebra adequada do jejum, há melhores alternativas de lanches rápidos para preparar o corpo para a bebida alcoólica.
— Nesse caso, é preciso focar em opções com aspiração mais rápida, que vão ser digeridas mais rápidas e gabar a glicemia no sangue, porquê os carboidratos. E evitar as comidas gordurosas, que têm a digestão mais lenta. Isso antes do álcool, por desculpa dessa quesito de jejum. Mas depois que principiar a tomar, não tem problema optar por víveres que demorem mais para digerir — continua Sueli.
Boas opções de carboidratos são frutas porquê a melancia e a banana; massas, porquê macarrão e pizza; arroz branco; doces; pães; cereais; fibras; batatas; vegetais; legumes, entre outros. Em relação às gorduras, Thibes, do Cisa, lembra que, além de serem digeridas mais lentamente, elas também devem ser evitadas pois sobrecarregam o fígado, que é o órgão que metaboliza o álcool.
A presidenta da Sban alerta ainda que algumas pessoas pensam em peso e acabam não comendo adequadamente para priorizar as calorias do álcool, “mas isso vai na contramão do indicado”: — Bebida alcoólica de roupa tem bastante calorias, devemos pensar com carinho, mas sem tomar essa atitude drástica de não manducar, que pode levar a mais efeitos nocivos na saúde.
Lidando com o dia seguinte
Em relação ao dia seguinte, ela frisa a valimento de manter o bom consumo de chuva, já que o álcool leva à desidratação do corpo: — Se tiver sido um uso condenável no dia anterior, o fígado acaba reclamando um pouco, logo buscar víveres mais leves, que não exijam tanto do organização, com frutas e legumes, também pode ajudar.
Nesse contexto, Thibes lembra que não existe remédio milagroso para a ressaca: — O que eles podem fazer é tratar os sintomas. O famoso engov tem um componente analgésico, logo ele pode ajudar com uma dor de cabeça, mas assim porquê qualquer outro analgésico terá o mesmo efeito. E também não funciona para evitar a ressaca tomando antes, a única forma de prevenir é não bebendo em excesso.
Outro mito relacionado à ressaca que é generalidade escutar é que misturar os tipos de álcool, porquê vinho com cerveja, potencializa o risco de sentir o mal-estar no dia seguinte. Porém, também não existe qualquer evidência de um pouco nesse sentido.
— O que desculpa a ressaca é o excesso do álcool, do etanol, que está na bebida. Independentemente da manadeira dele. O que precisamos lembrar é que algumas bebidas têm doses diferentes de álcool, o que pode dificultar a escrutínio da quantidade de doses que estamos ingerindo. Se eu sei que uma cerveja tem uma ração, quando eu tomo um drinque posso não saber recta quantas doses têm ali, por isso ao misturar as bebidas a escrutínio fica mais difícil — explica Thibes.
Ela reforça ainda que, se a pessoa tem mais tolerância aos efeitos do álcool, ou seja, morosidade mais para se sentir embriagada e não costuma ter ressaca, isso não significa que o consumo tenha menos efeitos nocivos em seu corpo. Ela lembra também os riscos de pequeno prazo associados ao tomar episódico::
— Temos os problemas de pequeno prazo, que afetam principalmente os mais jovens, porquê acidentes de transito, casos de violência, de a pessoa permanecer agressiva, se arrepender de um pouco, maior risco de sexo desprotegido e contrair uma IST (infecção sexualmente transmissível). A médio e longo prazo, esse tomar episódico também aumenta o risco de mais de 200 tipos de doenças no porvir, porquê as cardiovasculares e cancro, além do alcoolismo.
Thibes reforça ainda a valimento de respeitar caso o colega diga que não irá consumir álcool nos encontros. A redução das bebidas alcoólicas é uma tendência, principalmente entre os mais jovens, porém vem acompanhada de uma prática chamada de sober shaming, que envolve o constrangimento àqueles que decidem dar uma segurada no álcool.
— É importante não oferecer bebidas alcoólicas a quem não pode tomar, pela razão que seja, e muito menos martelar no consumo. Pode ser uma gestante, um menor de idade, alguém que está fazendo uso de um medicamento ou simplesmente alguém que quer reduzir o consumo. Não trenar pressão social em quem não quer tomar é super importante — diz.
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