
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não identificou a existência de provas concretas para apurar as suspeitas de que o ministro do Supremo Tribunal Federalista (STF) Alexandre de Moraes teria pressionado o presidente do Banco Meão, Gabriel Galípolo, sobre a fiscalização no Banco Master.
Para Gonet, apesar das reportagens publicadas sobre o tema, não há “elementos concretos ou indícios materiais” sobre o indumentária. As conversas de Moraes com o presidente do Banco Meão, Gabriel Galípolo, a reverência do Banco Master foram reveladas pelo jornal O Mundo e confirmadas pelo Estadão. Em somente um dia, Moraes teria ligado seis vezes para Galípolo para tratar do tema.
Ex-mulher de Toffoli elevou atuação no STF desde que ministro tomou posse, diz jornal
Antes de Toffoli assumir porquê ministro do STF, Roberta Maria Rangel atuava em 53 processos que tramitavam na Incisão ou no STJ. Depois, o número passou para 127
Moraes negou a querela e disse que tratou com o presidente do BC somente sobre a emprego de sanções financeiras pelos Estados Unidos.
“Em uma estudo preparatório, é imperativo sublinhar a absoluta falta de lastro probatório mínimo que sustente a querela formulada. Tanto o representado quanto o presidente do Banco Meão negaram, de forma peremptória e convergente, a ocorrência de qualquer pressão exercida pelo Ministro sobre os interesses do Banco Master. Não obstante a repercussão midiática do caso, os veículos de prensa não apresentaram elementos concretos ou indícios materiais que corroborem a tese de intimidação, permanecendo a narrativa no campo das suposições”, escreveu Gonet.
O procurador-geral também apontou que não vislumbra indícios de ilegalidade em um contrato de R$ 129 milhões do Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Por isso, Gonet arquivou um pedido de investigação sobre esses fatos, protocolado pelo legisperito Ênio Martins Murad.
O legisperito apresentou o pedido de investigação a Gonet no dia 24 de dezembro. O arquivamento foi assinado por Gonet três dias depois.
É a primeira revelação do procurador-geral da República sobre o caso. Gonet foi indicado ao comando da Procuradoria-Universal da República com o escora de Moraes e mantém boa relação com o ministro, que foi relator do processo por tentativa de golpe de Estado, e com o STF.
Em nota à prensa, Moraes disse que tratou com o presidente do Banco Meão somente sobre os efeitos da emprego da Lei Magnitsky contra ele, decretada em setembro pelo presidente dos Estados Unidos Donaldo Trump para bloquear o chegada do ministro ao sistema financeiro.
Gonet escreveu também que o sigilo da nascente impede que a apuração avance sobre os detalhes desses relatos da suposta pressão do ministro.
“A própria natureza da narrativa jornalística, demais, impõe limitações intransponíveis à persecução estatal. O sigilo da nascente, garantia fundamental insculpida no texto constitucional, impede que a apuração avance sobre o detalhamento de relatos fornecidos por interlocutores anônimos, os quais constituem o único sustentáculo da notícia”, diz a PGR.
O procurador-geral disse ainda que o contrato de advocacia da esposa de Moraes com o Banco Master não configura indícios de irregularidades.
“No que tange ao contrato mencionado entre a Doutora Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, não se vislumbra, a priori, qualquer ilicitude que justifique a mediação desta instância. Refoge ao escopo de atuação e à conhecimento da Suprema Incisão a ingerência em negócios jurídicos firmados entre particulares, principalmente quando resguardados pela autonomia intrínseca à atividade liberal da advocacia”, escreveu.
The post Master: PGR não vê ilegalidade de Moraes ou contrato de esposa e arquiva investigação appeared first on InfoMoney.
