Ministro assumirá o missão em agosto, para o biênio 2026-2028; Mauro Campbell será o vice-presidente
O ministro Luís Felipe Salomão, 63 anos, foi eleito por unanimidade presidente do Superior Tribunal de Justiça. A votação ocorreu nesta 3ªfeira (14.abr.2026), às 11h, no Pleno do tribunal. Dos 33 ministros, 32 participaram do pleito.
Salomão substituirá o atual presidente, Herman Benjamin, a partir de agosto. Até lá, os mandatos seguem em vigor. Cada gestão tem duração de 1 biênio, ou seja, 2 anos.
Benjamin, que presidiu a sessão, afirmou que a unanimidade na escolha é “uma mostra potente de união do tribunal“, com “valor do candidato e valor da instituição”. O presidente disse que o STJ estará em “ótimas mãos“.
Os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor vernáculo de Justiça são definidos por ordem de antiguidade. O vice-presidente de Salomão será Mauro Campbell, atual corregedor vernáculo de Justiça, também escolhido por unanimidade. O missão de corregedor será ocupado pelo ministro Benedito Gonçalves.
A votação é secreta e simbólica, realizada em cédulas de papel. O tribunal definiu que o próximo pleito deverá ocorrer por meio de urnas eletrônicas, depois reivindicação da ministra Nancy Andrighi.
O regimento interno do STJ estabelece que as eleições sejam realizadas três meses antes do termo do procuração atual. Conforme noticiado pelo Poder360, a antecipação do pleito ocorreu por pretexto da definição do missão de corregedor vernáculo de Justiça, que precisa ser sabatinado e validado pela CCJ do Senado Federalista. O calendário eleitoral também influenciou a decisão, diante da premência de fala institucional com o Congresso.
QUEM SÃO OS MINISTROS
- Luís Felipe Salomão – ministro do STJ desde 2008. Foi nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É procedente de Salvador e fez sua curso no Rio de Janeiro. Fez recta na Universidade Federalista do Rio de Janeiro. Depois, foi promotor de Justiça em São Paulo e ingressou na magistratura porquê juiz substituto. No Rio, foi juiz titular da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro;
- Mauro Campbell – ingressou na Galanteio em 2008 por nomeação de Lula, ocupando uma das vagas destinadas ao Ministério Público. Nasceu em Manaus e foi promotor de Justiça no Ministério Público do Amazonas. Já havia sido procurador-geral do Estado 3 vezes;
- Benedito Gonçalves – tomou posse no STJ em setembro de 2008, também depois nomeação de Lula. Oriundo do RJ, é formado em recta pela Universidade Federalista do Rio de Janeiro. Iniciou a curso na magistratura porquê juiz federalista, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Depois, voltou ao Rio de Janeiro e se tornou juiz federalista TRF-2. É o atual diretor-geral da Escola Pátrio de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados. Benedito teve seu visto revogado pelos Estados Unidos em 2025. Dois anos antes, quando era ministro do Tribunal Superior Eleitoral, foi relator das duas ações que condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à inelegibilidade por doesto de poder econômico e político.
REUNIÃO DO PLENO
Pela tarde, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça analisará as conclusões da percentagem de sindicância que apura suspeita de importunação sexual envolvendo o ministro retirado Marco Buzzi. O relatório final da percentagem recomenda a rombo de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra o magistrado.
O colegiado havia se reunido em 10 de março para deliberar sobre o isolamento, mas a sessão foi prorrogada depois manifestações da resguardo, que alegou premência de prazo suplementar para apresentação de alegações.
Conforme antecipado pelo Poder360, a expectativa no STJ é pela manutenção do isolamento de Buzzi. Há maioria na Galanteio favorável à rombo do PAD. Caso o processo seja instaurado, o Ministério Público será acionado.
Com a rombo do PAD, o ministro não poderá solicitar aposentadoria. Alguns ministros avaliavam a possibilidade de que Buzzi antecipasse a saída do tribunal. A resguardo nega essa hipótese.
“O ministro Marco Buzzi não irá pedir aposentadoria. O ministro não acredita que o processo administrativo contra ele será instaurado, até porque, na resguardo prévia ora apresentada, há robustas e suficientes provas e esclarecimentos de que não cometeu nenhum ato inoportuno. Ainda assim, em caso de rombo de procedimento, o ministro irá se tutorar para mostrar que não cometeu nenhuma ilegalidade”, afirmaram os advogados Maria Fernanda Saad Ávila e Paulo Emílio Catta Preta ao Poder360 em março deste ano.
Buzzi foi retirado cautelarmente pelo Pleno em 10 de fevereiro. Antes da decisão, o ministro havia solicitado licença médica de 90 dias. Ele cumpre o isolamento em morada.
