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Vítima vinha sendo monitorada por fugido desde saída de unidade prisional
Imagem: PCMG
Via Folha de São Paulo – Um jovem de 19 anos, identificado uma vez que Marcos Antonio da Silva Neto, é considerado fugido pela polícia sob suspeita de ter assassinado Rafael Garcia Pedroso, 31, em Frutal, no Triângulo Mineiro. A vítima foi condenada pelo assassínio da mãe do suspeito, Glauciane Cipriano da Silva, morta a facadas em 2016.
As investigações apontam que Marcos monitorava Rafael desde a saída dele da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em janeiro, onde cumpria pena pelo homicídio de Glauciane.
Rafael foi morto a tiros pelas costas enquanto aguardava pela companheira, que era atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no dia 31 de março.
De combinação com a polícia, a resguardo de Marcos solicitou o agendamento de prova para o dia 6 de abril, mas ele não compareceu.
A resguardo afirmou, em nota, que o investigado não se apresentou na data porque o jurisperito estava em deslocamento e chegou a Frutal depois o fecho do expediente na delegacia.
A resguardo afirma que optou por apresentar o suspeito no dia seguinte, mas o prova teria sido logo condicionado à decretação da prisão.
“Desde logo, o investigado manifestou, de forma inequívoca, sua intenção de prestar esclarecimentos formais, inclusive revelar os fatos, contribuindo com a elucidação do ocorrido”, afirmam os advogados José Rodrigo de Almeida e Isabella Kathrine Vieira do Carmo.
Eles dizem ter tomado conhecimento, por meios não oficiais, de uma provável existência de decreto de prisão contra o suspeito, mas que a informação não havia sido juntada aos autos.
A resguardo encaminhou à reportagem um posicionamento protocolado no processo, no qual solicita a anexação do decreto de prisão, caso exista. No documento, os advogados afirmam que a apresentação do suspeito ficará condicionada à opinião de habeas corpus por tribunal competente.
A Polícia Social afirmou que o suspeito teve a prisão decretada pela Justiça e que o sindicância está em temporada avançada.
“A PC-MG ressalta que, independentemente de eventuais motivações, a prática de justiça pelas próprias mãos não encontra apoio no ordenamento jurídico brasílio, sendo o uso legítimo da força atribuição exclusiva do Estado”, disse a corporação, em nota.
A polícia afirmou que foram identificados ainda outros dois suspeitos com provável relação com o assassínio.
