O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que aguarda gesto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para definir seu espeque na disputa ao Planalto. Ele ainda ressaltou que “política se faz com reciprocidade”.
“Nós temos que entender que a política se faz com reciprocidade. Logo nós temos que, nessa construção política, entender o que é que vamos ter de espeque e de gestos para também resolver quem vamos concordar”, afirmou Hugo a jornalistas.
A enunciação ocorreu nesta segunda-feira (12), em evento em João Pessoa (PB). Também participou do evento o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
No transcursão do primeiro ano de procuração avante da Câmara dos Deputados, Hugo Motta deu gestos dúbios ao Planalto. Momentos uma vez que a tarifa da anistia e as medidas de ressarcimento às alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) elevaram a suspicácia.
Motta, entretanto, conta com o espeque de Lula ao nome do pai, Nabor Wanderley (Republicanos), na disputa a uma das vagas no Senado pelo estado da Paraíba. O espeque ainda é incerto e Hugo Motta destacou que “isso, primeiro, depende do presidente [Lula] e do partido do presidente [PT]”.
Hugo Motta ainda enfatizou o espeque ao atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP) na disputa ao governo do estado e, para o Senado, do governador João Azevêdo (PSB) e do pai.
“Com relação aos apoios aos demais partidos e as construções que serão feitas, nós temos até as convenções para podermos dialogar bastante e poder encontrar a melhor equação verosímil para que esse projeto possa ser o projeto vencedor nas próximas eleições”, disse.
A mudança no comando do Ministério do Turismo funcionou uma vez que um gesto político a Hugo Motta. A família Feliciano é aliada de Hugo na Paraíba. Pai e rebento são amigos do presidente da Câmara, que deu aval à escolha do novo ministro.
