
O governo federalista decidiu suspender o decreto que autorizava a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Vernáculo de Desestatização, depois de murado de um mês de protestos de comunidades indígenas em Santarém (PA), que ao longo do final de semana ocuparam instalações da Cargill no município.
Governo diz que novos atos contra a Cargill no Pará “não serão tolerados”
O Ministério de Portos e Aeroportos destacou que “atuará com firmeza na resguardo da validade, da ordem pública e do interesse da sociedade”
‘Os povos indígenas vêm de uma sintoma de mais de 30 dias questionando o decreto, apontando os efeitos que poderiam ter para suas comunidades, também para quilombolas e ribeirinhas’, disse o ministro da secretaria-geral da Presidência, Guilherme Boulos, que fez o pregão da decisão depois de uma reunião com lideranças indígenas na tarde desta segunda-feira (23).
A decisão do governo foi comemorada pelos grupos que ocupam o terminal da Cargill em Santarém, segundo uma testemunha da Reuters no sítio.
As três hidrovias foram incluídas no PND em agosto de 2025 para estudos sobre a provável privatização.
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