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A estimativa é de que o universo de débitos elegíveis seja de R$ 300 bilhões; programa terá impacto nas contas públicas a partir de 2027

O Desenrola 3.0, lançado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta 6ª feira (25.set.2026), deve custar até R$ 15 bilhões. O valor exato será conhecido no leilão que deve ocorrer em novembro e depende do interesse das instituições financeiras em vender os papéis e do deságio, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

A estimativa é de que o universo de débitos elegíveis seja de R$ 300 bilhões. A expectativa é alcançar 50% desse volume, o equivalente a R$ 150 bilhões. O governo pretender perdoar um mínimo de 90% do valor da dívida. 

O programa de renegociação de dívidas terá impacto primário nas contas públicas. A despesa está sujeita às regras fiscais vigentes, sem qualquer exceção.

O Orçamento do próximo ano será ajustado para incorporar a despesa. Os recursos serão estimados nos projetos de Lei Orçamentária Anual (PLOAs) de 2027 e 2028.

3ª versão do Desenrola

O novo Desenrola permite que o governo compre as carteiras de crédito das instituições financeiras via leilões. É voltado a famílias com débitos em atraso há pelo menos 2 anos e no máximo 4,5 anos.

A proposta considera dívidas de cartão de crédito, nas modalidades rotativa e parcelada, e de crédito pessoal sem consignação em folha. A execução poderá ficar a cargo de uma instituição financeira federal ou do Tesouro.

Durante o anúncio, Lula afirmou que o Desenrola 3.0 “é melhor do que os outros Desenrolas”. 

“No outro Desenrola, as pessoas tinham que individualmente procurar um banco. Agora, é o governo que vai comprar dívida e vai acertar a vida das pessoas. É isso que eu entendi. É isso que eu assinei. É isso que eu entendi e que vai ser publicado”, declarou o petista.

Também nesta nesta 6ª feira (25.set), o governo anunciou a proibição de bets no Brasil. A 9 dias do 1º turno, marcado para 4 de outubro, as medidas têm tom eleitoreiro.