Foi Donald Trump, em setembro do ano pretérito, quem disse ter rolado “uma química supimpa” entre ele e Lula ao se cruzarem pela primeira vez no prédio da Organização das Nações Unidas (ONU), em Novidade York:
– “Ele parece um rosto muito lícito. Ele gostou de mim, eu gostei dele. Eu só faço negócios com pessoas de quem sabor. Quando não sabor, não sabor”.
Lula respondeu, fazendo questão de exagerar:
– “Não foi uma química, foi uma indústria petroquímica”.
Menos de um mês depois, Lula e Trump conversaram por telefone durante quase uma hora. Em taxa estava o tarifaço de 50% aplicado aos produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, em vigor desde agosto. Voltaram a se falar no início de dezembro sobre o mesmo tópico e sobre o combate ao violação organizado.
Em 7 de maio último, finalmente, Trump recebeu Lula na Vivenda Branca com recta a tapete vermelho, reuniões de trabalho e almoço. Trump classificou o encontro porquê “muito bom” e descreveu Lula porquê um “presidente dinâmico”. Chamou-o de “bom varão” e “inteligente”, destacando que as reuniões de trabalho se concentraram principalmente em tópicos porquê transacção e tarifas.
Uma vez que sempre, Lula foi mais efusivo. Disse a Trump não querer “guerra” entre os países e aproveitou a ocasião para sugerir que ele sorrisse mais, no que foi atendido por Trump, que sorriu.
Vendo aquilo, os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro decidiram intervir com a ajuda de secretários do governo americano contrários à aproximação entre Trump e Lula. Cavaram uma sessão de fotos com Trump no Salão Oval da Vivenda Branca, o que aconteceu 19 dias depois de Lula ter posto os pés por lá. E foram embora admitindo que desancaram Lula e que cobraram novas intervenções dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil.
Uma delas seria a promoção das organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) à categoria de organizações terroristas. Outra, o monitoramento das eleições de outubro para evitar a ocorrência de fraudes que possam beneficiar Lula e o PT. A primeira já foi atendida por Trump.
Flávio e Eduardo juram, porém, que zero têm a ver com o novo tarifaço anunciado pelo governo Trump no último dia 2 de junho. Pegou mal para eles. Pegou tão mal que Flávio antecipa que voltará a Washington para falar na Percentagem de Negócio Internacional dos Estados Unidos contra o tarifaço:
– “Vou fazer a minha secção para evitar que empresas brasileiras sejam ainda mais taxadas do que já são com o governo Lula. Uma vez que era de se esperar, Lula não move uma palha para evitar que elas sejam tarifadas. Ele acredita que isso pode beneficiá-lo em outubro, mesmo que custe quebrar as empresas brasileiras”.
Em resumo: Flávio, agora, se oferece para extinguir o incêndio que ele mesmo estimulou. O que lhe importa é livrar-se da pecha de traidor da Pátria.
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