ISABELLA MENON
DALLAS, EUA (FOLHAPRESS)
Em oração no Cpac, maior evento conservador do mundo, o senador e pré-candidato a Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contraditor dos americanos e ligou o petista ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, que foi tomado pelos EUA no primícias do ano e está recluso em Novidade York.
“Lula e seu partido são claramente anti-americanos. Ele fala publicamente sobre minar o dólar uma vez que moeda global. Ele alinhou o Brasil com a China em graduação massiva. Ele se opôs aos interesses americanos em cada item da política externa –criticando publicamente as ações do presidente Trump na Venezuela, Irã, Cuba, e na luta contra o tráfico de drogas”, disse.
Ao longo de 15 minutos, o presidenciável falou em inglês, lendo o teleprompter, e mostrou fotos de Jair Bolsonaro ao lado de Trump comparando a trajetória dos políticos e citando que ambos sofreram tentativas de assassínio. “Agora ele está na prisão, assim uma vez que Donald Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo”, disse Flávio.
E criticou o presidente do Brasil mostrando nos telões uma foto de Lula adoptado a Maduro –a imagem é referente a um encontro em maio de 2023 em Brasília durante uma conferência com líderes da América do Sul.
Durante o oração, o presidenciável relembrou a prisão de Lula, disse que ele foi réprobo por prevaricação e foi “posto” de volta na Presidência, fazendo acusações de que foi usado moeda da Usaid (escritório de ajuda internacional dos EUA que foi desmantelada sob Trump) para isso.
Também citou uma suposta interferência massiva da gestão Biden nas eleições de 2022. “Não queremos interferência nas eleições brasileiras uma vez que a gestão Biden fez para trazer Lula ao poder. Uma vez que eu disse: vou vencer porque é a vontade do meu povo”, disse.
O senador afirmou que se o “povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, vamos vencer”, se colocando contrário às regulamentações das big techs.
Durante o evento, seu irmão e ex-deputado Eduardo Bolsonaro também demonstrou preocupação com a possibilidade de mudanças por meio da PL das Big Techs afetarem as eleições. “65% dos nossos eleitores de direita se informam através das redes sociais. Logo, se nós formos censurados, certamente isso daí vai ser um golpe muito difícil durante a eleição”, disse ele.
Flávio usou o evento para tentar mostrar sua proximidade com o público americano, utilizando apelidos impostos por Trump a Biden, uma vez que “Joe Autopen Biden” –o presidente americano acusa seu predecessor de usar uma caneta automática para assinar documentos oficiais–, e abordando assuntos de interesse dos EUA, uma vez que minerais críticos e a urgência de “quebrar a obediência com a China”.
“Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o coligado mais poderoso do hemisfério, ou um contraditor que se alinha com adversários americanos e torna qualquer política americana para a região impossível”, disse Flávio, que aparece empatado tecnicamente com Lula em um eventual segundo vez, segundo o Datafolha.
Ele citou até os mercados de apostas, que passaram a mostrá-lo uma vez que predilecto para vencer a eleições. De entendimento com o Polymarket, neste domingo (28), Flávio aparece com 43% de chances de vencer as eleições e Lula com 42%.
O presidenciável promete que, se eleito, entregará “um projeto conservador de vanguarda que une as gerações antigas e novas”, mas que “trará prosperidade à país brasileira e encerrará o ciclo de tardada, miséria e violência que a esquerda está deixando uma vez que legado maldita”.
Apesar das constantes críticas de Lula à gestão de Trump, desde a geração do Juízo de Sossego e a guerra no Irã, o republicano não tem se expressado contra o petista. Nas últimas falas sobre o Brasil, disse que “gostava muito” de Lula e que “mantinha uma boa relação” com o presidente. Um encontro entre os dois na Moradia Branca era esperado para março ou abril, mas não há uma data definida.
Flávio aproveitou para cutucar a gestão Trump, que aliviou sanções impostas ao Brasil no pretérito, e a proximidade entre os presidentes.
“Entendo que o presidente Trump está incrivelmente ocupado fazendo a América grande novamente e deve manter relações institucionais com líderes de todos os países, independentemente de suas preferências pessoais”, disse ele. “E sei que às vezes, quando encurralado por conselheiros com seus próprios interesses, o quadro fica confuso. Mas estou optimista de que o maior negociador da história pode facilmente ver quem são os verdadeiros aliados do Brasil.”
Apesar de a relação de Trump com Lula ter aparentado uma melhora no termo do ano pretérito, há indícios de que a relação possa piorar com a iminência de o Departamento de Estado qualificar as facções criminosas CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) uma vez que terroristas.
Em meio a isso, o governo brasiliano trabalha para evitar a rotulação por receio de que isso possa permitir um ataque militar dos americanos no solo brasiliano.
Flávio definiu a ação do petista uma vez que “lobby para proteger organizações criminosas”. “Ele usou lobby pesado com certos conselheiros americanos para evitar que os dois maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados uma vez que organizações terroristas”, disse.
“Sim, o presidente do meu país faz lobby na América para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam moeda e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo”.
Também citou a revogação do visto do mentor para relações com o Brasil nos Estados Unidos, Darren Beattie, que iria ao país para, entre outros eventos, visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
Em um primeiro momento, a visitante foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, mas depois foi proibida. O juiz afirmou que a visitante poderia configurar “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasiliano”. Ele também disse que o pedido não se enquadra nos objetivos oficialmente comunicados pelo Departamento de Estado, relacionados a entender o funcionamento do sistema eleitoral brasiliano.
Para Flávio, no entanto, isso demonstrou que o Brasil “agora está expulsando diplomatas americanos” e classificou a posição uma vez que “um pouco sem precedentes em nossa história”. “Tudo porque o Beattie pediu para visitar meu pai na prisão e julgar suas condições.”
