Dez filmes brasileiros farão segmento de diferentes sinais do Festival de Berlim de 2026, que começa nesta quinta-feira (12) e vai até 22 de fevereiro. As produções estão fora da competição, mas integram sinais paralelas.
Na mostra Perspectives, dedicada a cineastas emergentes de todo o mundo, o Brasil será representado por “Nosso Sigilo”, filme de estreia da atriz, dramaturga e cineasta Grace Passô.
Já na Quadro, seção voltada a obras autorais com possante dimensão política, social e estética, foram selecionados “Se eu fosse vivo… vivia”, de André Novais, estrelado pela escritora Conceição Evaristo, “Isabel”, de Gabriel Klinger, com Marina Person no papel principal, e “Narciso”, de Marcelo Martinessi.
A mostra Generation, que reúne obras com protagonismo e temáticas infantojuvenis, contará com “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton e estrelado por Lázaro Ramos, Teca Pereira e Yuri Gomes. A seção também inclui “Quatro Meninas”, de Karen Suzane, e “Papaya”, de Priscilla Kellen, leste último selecionado para a Generation Kplus.
Já na mostra Forum, voltada a propostas formais e narrativas mais experimentais, o Brasil será representado por “Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha”, de Janaína Marques.
Conheça os filmes que serão apresentados
A protagonista, Isabel (Marina Person), é uma sommelière em São Paulo, sonha em se livrar do gerente e terebrar o próprio bar. Quando os planos não saem uma vez que o esperado, ela precisa deliberar se desiste de tudo ou se toma medidas ousadas para trilhar o próprio caminho.

- “Se eu fosse vivo… vivia”
Gilberto e Jacira prometeram envelhecer juntos – na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. Até que a morte os separe.

Papaya, uma pequena semente na floresta amazônica apaixonada por voar, precisa estar sempre em movimento para não produzir raízes. Mas quando descobre o poder das raízes, isso desencadeia uma revolução que transforma o mundo e realiza os sonhos de uma maneira inesperada.

Quatro meninas escravizadas sonham com a liberdade. Quando uma reviravolta nos acontecimentos coloca as vidas delas em risco e elas decidem fugir. Para a surpresa delas, as senhoras descobrem o projecto e insistem em ir com elas.

- “A Fabulosa Máquina do Tempo”
No seco brasílico, meninas brincam em estabilidade entre o pretérito difícil das mães e sonhos fantásticos para o horizonte. Em um lugar onde os homens ainda são vistos uma vez que gigantes em confrontação com as mulheres, as meninas cruzam o limiar da puerícia para a puberdade.

Gugu, um menino de quase doze anos com sonhos de jogar futebol, é criado sob os cuidados afetuosos da avó, Dilma. À medida que ela se torna cada vez mais frágil e o mundo se transforma, ele luta para proteger o lugar onde é livre para ser quem é.

- “Floresta do Termo do Mundo”
Combinando ficção especulativa com a cosmogenia do povo Baniwa da Amazônia, o filme conta a história de Suely, uma mulher indígena que divide seus dias entre um pequeno apartamento em uma grande cidade brasileira e sonhos nos quais se comunica com uma floresta. Entre danças românticas em um bar suburbano, os sons pesados das máquinas em uma fábrica de reciclagem e as vozes misteriosas de uma natureza impaciente, Suely se conecta a segredos sobre si mesma que a colocam em meio a mudanças radicais para o horizonte do mundo uma vez que o conhecemos.

- “Fiz um Foguete Imaginando que você Vinha”
No zumbido hipnótico de uma sonância magnética, Rosa é orientada a relembrar uma memorial feliz. Nessa odisseia através do subconsciente, Rosa reencontra sua irreverente mãe, Dalva, que passou anos presa por matar um varão prestes a cometer feminicídio. Juntas, embarcam em uma viagem delirante inventando memórias felizes que nunca existiram.

Sob um regime militar sufocante, o carismático e misterioso Narciso retorna de Buenos Aires com o rock and roll correndo em suas veias. Ele se torna uma sensação no rádio e um símbolo de liberdade. Desejado por homens e mulheres, Narciso cativa e inquieta. Depois seu último show, ele é encontrado sem vida. Em um país onde reina o silêncio e o terror sufoca a verdade – quem matou Narciso?

Amores, 1500 acompanha o misterioso silêncio que ronda uma família negra na periferia de uma capital. Dentro das quatro paredes da vivenda que abriga Suely e filhos, estranhos acontecimentos passam desapercebidos à família, anestesiada pelo excesso de trabalho e pelo luto recente do pai. No entanto, Tutu, o rebento mais novo, conhece os segredos que a vivenda esconde e tenta, pouco a pouco, revela-lo a sua família, ao mesmo tempo que a ajuda a superar seu luto.

