
Idealizada pelas cúpulas partidárias para formar a maior força política do país, a federação entre União Brasil e PP caminha para ser formalizada em meio a um processo de desidratação. O movimento expõe as dificuldades de negociações desse porte e serve de alerta a legendas que avaliam alianças uma vez que forma de driblar a cláusula de barreira.
União e PP já entregaram o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para que a federação esteja em vigor na eleição, em 4 de outubro, a solicitação precisa ser aceita até seis meses antes da data. O concórdia, porém, acontece em meio a disputas internas em ao menos 13 estados, e parlamentares insatisfeitos já anunciam uma debandada. Entre as exigências para os partidos que compõem a federação estão seguir a mesma posição em eleições por no mínimo quatro anos e atuar uma vez que se fossem uma legenda só no Congresso, compartilhando o mesmo líder partidário.
Investigação contra Powell, falas do Fed, IGP-M e BC e TCU discutem caso Master hoje
InfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta segunda-feira (12)
Lula 3 chega ao último ano com promessas em segurança, trabalho e meio envolvente
Interessado em disputar quarto procuração, petista deverá manter investida em pautas de apelo popular, uma vez que o termo da graduação 6×1, e na divulgação programas uma vez que Pé-de-Meia e na tarifa social para a conta de luz
A estrutura reunirá 108 deputados, a maior feitio da Câmara, e 12 senadores, o que a deixará detrás unicamente do PL e do PSD. Juntos, os partidos terão ainda um fundo partidário de R$ 954 milhões, além de seis governadores e 1.343 prefeitos, maior número entre as legendas.
As rixas, no entanto, começam na definição do suporte à Presidência e se espalham para questões locais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), é pré-candidato ao Planalto, mas seu nome enfrenta resistência no PP — ele e o senador Ciro Nogueira, presidente da legenda, já discutiram publicamente sobre o objecto. Aliados de Caiado afirmam que ele serpente garantias formais de que sua pré-candidatura será considerada dentro da federação e defende que a decisão seja submetida a uma convenção pátrio, argumento que passou a cevar resistências ao concórdia em Goiás e em outros estados sob sua influência.
Novo cômputo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), era um nome que unia o suporte da cúpula dos dois partidos, mas diante da decisão do ex-presidente Jair Bolsonaro de concordar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) uma vez que candidato, a possibilidade de Tarcísio entrar na disputa perdeu força. As legendas ainda calculam uma vez que vão se posicionar nacionalmente.
Em dezembro, o presidente do União, Antonio Rueda, publicou uma mensagem defendendo “responsabilidade fiscal e social”, citando os números da federação e dizendo que todos estarão “juntos”. A equação, no entanto, não é tão simples, diante de rachas internos agora somados aos atritos com o PP. Há chance de desfiliações no União uma vez que as dos deputados Mendonça Fruto (PE), Felipe Francischini (PR) e Alfredo Gaspar (AL).
Caso a coligação prospere, Mendonça teria que dividir influência em Pernambuco com o deputado Eduardo da Manadeira (PP). No estado, além da disputa por espaço entre as duas legendas, há divergências sobre o varanda de 2026: enquanto setores do PP sinalizam suporte à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), alas do União defendem uma aproximação com o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Aliados de Mendonça afirmam que o grupo não abrirá mão do comando estadual e avaliam que uma federação “imposta” pode levar à saída de parlamentares do partido.
Da mesma forma, o líder do União no Senado, Efraim Fruto (PB), resiste a ter que conceber com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que integra um grupo político dissemelhante do dele na Paraíba. No estado, o impasse envolve diretamente a disputa pelo governo em 2026, com ambos se colocando uma vez que pré-candidatos e sem concórdia sobre o critério de escolha do nome da federação.
Crise fluminense
No Rio, a coligação enfrenta dificuldades para definir uma estratégia única. O diretório estadual do União é presidido pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar, que passou a conviver com resistências tanto pela falta de consenso sobre uma candidatura própria quanto pelo progressão das articulações em torno do prefeito Eduardo Paes (PSD).
Esse quadro se agravou em seguida Bacellar ter sido recluso e, mesmo assim, mantido no comando do diretório estadual com aval de Rueda. Embora tenha sido solto dias depois, o deputado passou a executar medidas cautelares, o que fragilizou o partido localmente e ampliou as divisões internas. Paralelamente, o retiro de Bacellar da Reunião Legislativa do Rio (Alerj) abriu disputa pelo comando da Lar. Já o PP é comandado no estado pelo deputado federalista Doutor Luizinho, que mantém diálogo tanto com Paes quanto com setores do bolsonarismo fluminense, preservando margem de negociação para 2026.
Em São Paulo, o impasse envolve os grupos do ex-presidente da Câmara da capital Milton Leite (União), atual vice-presidente pátrio da legenda, e do deputado federalista Maurício Neves (PP-SP), presidente da executiva paulista do PP. O comando estadual é estratégico por concentrar o maior volume de recursos e tempo de TV da federação.
Há ainda divergências em outros estados. No Paraná, PP e segmento do União não concordam com a pré-candidatura do senador Sergio Moro (União) ao governo. Posteriormente Ciro Nogueira declarar que o partido não apoiará Moro, Rueda gravou um vídeo ao lado de ACM Neto reafirmando que a candidatura é “irreversível”, apesar do veto anunciado pelo PP no estado. A tensão foi agravada com a saída do deputado Pedro Lupion, do PP, em movimento avalizado por Tarcísio.
No Amazonas, pesa um conflito interno herdado da fusão entre DEM e PSL: o partido é comandado pelo governador Wilson Lima (União), mas enfrenta resistência do grupo ligado ao deputado Pauderney Avelino, que vê a federação uma vez que um movimento de consolidação de poder nas mãos de Lima. Em Minas, o União se aproxima de aliados do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), enquanto o PP mantém diálogo com grupos ligados ao vice-governador Mateus Simões (Novo), dificultando uma costura geral.
The post Federação União-PP enfrenta desgaste e reforça desafios a partidos que buscam protótipo appeared first on InfoMoney.
