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A China emergiu uma vez que a principal beneficiária do fechamento do Estreito de Ormuz, segundo a consultoria estratégica The Asia Group, sediada em Washington.

Em relatório publicado nesta semana, a consultoria afirma que a interrupção do fluxo de petróleo bruto e de outras commodities provenientes do Oriente Médio afetou de forma desigual as economias da Ásia, que dependem fortemente de importações para abastecer suas necessidades energéticas.

No entanto, a capacidade da China de variar seu fornecimento de robustez e recorrer às reservas estratégicas deu ao país vantagens em meio a uma crise que causou ampla desestabilização, segundo a The Asia Group.

A China também ajudou a amortecer o choque global do petróleo, viu crescerem as exportações de tecnologias de robustez limpa e passou a retratar a guerra no Irã uma vez que mais um exemplo em que a liderança chinesa poderia superar a dos Estados Unidos na solução de conflitos globais.

“Do ponto de vista econômico e geopolítico, Pequim está usando a crise para promover a China uma vez que o parceiro sólido de escolha”, escreveu o The Asia Group. “Pequim vê a crise uma vez que a validação definitiva de sua estratégia de autossuficiência industrial.”

Se a escassez de robustez persistir, a China ainda poderá suportar com a subida dos preços das matérias-primas e com uma desaceleração mais ampla da economia global, o que reduziria a demanda por exportações chinesas em um momento em que o país depende cada vez mais delas para sustentar o propagação econômico.

Ainda assim, o The Asia Group avalia que a China está muito posicionada para enfrentar um período prolongado de volatilidade macroeconômica.

“Esse é um problema a ser governado, não uma crise”, concluiu a consultoria.