
Pacientes ficam cegos posteriormente mutirão oftalmológico na Bahia
A família de um idoso de 72 anos processa o Hospital Ceom, que é investigado por provocar a perda de visão de mais de 20 pacientes, em Irecê, no setentrião da Bahia. Gilberto Pereira Pontes teve complicações posteriormente passar por um procedimento oftalmológico e precisou ser atendido em outro sítio, mas não resistiu a infecção.
Além dele, outros 23 pacientes relataram fortes dores e perda totalidade ou parcial da visão posteriormente posteriormente serem submetidos a aplicações intravítreas, procedimento que, em universal, é considerado seguro e de rápida realização. Na última segunda-feira (6), a Polícia Social, que investiga o caso, cumpriu mandados de procura e inquietação no hospital e apreendeu prontuários médicos, muito porquê documentos que vão passar por analise técnica.
Um idoso de 72 anos morreu posteriormente perder a visão dos dois olhos devido a complicações de um procedimento oftalmológico realizado em um hospital de Irecê, no setentrião da Bahia, em 28 de fevereiro. Gilberto Pereira Pontes foi um dos 24 pacientes que relataram problemas posteriormente passar pelo procedimento no Hospital Ceom, localizado no meio da cidade.
Conforme informações do jurisperito Joviniano Dourado Lopes Neto — que representa a família de Gilberto Pontes e outros 11 pacientes que denunciaram complicações — o idoso faleceu no dia 31 de março. Ele foi sepultado na última quarta-feira (1º), no cemitério de Irecê.
Segundo a resguardo, dias posteriormente realizar a cirurgia, o idoso passou a sentir fortes dores nos olhos e na cabeça. Ao buscar atendimento, constatou-se que ele havia perdido a visão dos dois olhos devido a uma infecção grave, denominada de endoftalmite.
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Conforme a resguardo, nos últimos dias de vida, o idoso estava deprimido e muito debilitado.
Registo pessoal
🔍 A endoftalmite é uma infecção aguda que se desenvolve posteriormente bactérias, fungos ou protozoários entrarem no orbe ocular posteriormente incisão cirúrgica, lesão no olho ou via fluente sanguínea.
Depois o diagnóstico, médicos indicaram que Gilberto Pontes recebesse aplicações intraoculares de antibióticos.
“No entanto, a clínica não forneceu qualquer tipo de anestesia para a realização do procedimento. O Sr. Gilberto conseguiu suportar unicamente a primeira emprego, em um dos olhos. Ao ser submetido à segunda emprego, recusou-se a prosseguir devido à dor insuportável. Diante disso, a infecção permaneceu ativa, evoluindo de forma agravada”, alega o jurisperito.
À TV São Francisco, afiliada da TV Bahia na região, o neto de Gilberto Pontes afirmou que o avô apresentou sintomas de depressão nos últimos dias de vida.
“Ele fez o procedimento no dia 28 de fevereiro e no dia 2 de março já acordou cedo. Foram 30 dias de muito sofrimento, não só para a gente, mas, principalmente, para ele que estava passando por todo o processo”, relata Albert Medson Menezes Pontes.
Família processa clínica posteriormente morte de idoso na BA
Registo pessoal
Ao g1, o jurisperito detalhou que a família de Gilberto Pontes formalizou uma ação contra a clínica, junto ao Tribunal da Justiça da Bahia. As famílias de outras pessoas afetadas também requerem o esteio que a clínica não deu aos pacientes.
“Tanto a clínica, que é privado, quanto a Sesab e Vigilância Sanitária, essas participam do polo passivo da ação. Ou seja, elas vão responder solidariamente. Até porque todas elas têm sua quinhão segmento de responsabilidade”, argumenta o jurisperito, em entrevista à TV São Francisco.
O jurisperito aponta ainda que o Ministério Público da Bahia também foi acionado sobre o caso.
À TV São Francisco, o hospital Ceom assumiu as intercorrências com os 24 pacientes e afirmou que está colaborando de forma transparente para com todos os esclarecimentos necessários. Sobre o óbito de Gilberto Pereira Pontes, o hospital afirma que a morte aconteceu em outra instituição e sem comprovação de vínculo com o procedimento realizado no Ceom, até o momento.
Perda da visão impactou rotina dos pacientes
A perda da visão causou um grande impacto na vida dos pacientes que sofreram complicações. Ativos e independentes, muitos dos afetados precisam de ajuda dos parentes para tarefas comuns do dia a dia.
Esse é o caso do senhor Genivaldo Batista de Souza, de 58 anos, que realizou o procedimento em procura de melhorar a qualidade da visão. Ele perdeu completamente a visão do olho recta e a do olho esquerdo foi prejudicada.
“Era meu sonho de melhorar a visão. Estava embaçando, portanto eu falei: ‘vai melhorar’. Melhorou com a primeira emprego, quando fui fazer a segunda, perdi minha visão. Aí ficou pior. Meu pavor é de perder a outra visão”, desabafa.
Genivaldo Batista de Souza, de 58 anos, realizou o procedimento e perdeu completamente a visão do olho recta.
Reprodução/TV São Francisco
Genivaldo mora sozinho e sustentava a própria mansão antes da fanatismo parcial. Atualmente, está sem renda porque não consegue trabalhar e depende da ajuda da filha para realizar tarefas domésticas.
“Agora ele não pode mais trabalhar. Ele está com dificuldade para se locomover dentro de mansão. Ele era uma pessoa muito ativa, trabalhava na roça e agora não pode fazer zero”, lamenta Aline Pereira de Souza.
O mesmo aconteceu com Creusa Felissima Souza da Silva, aposentada de 79 anos, que também perdeu a visão. A aposentada também era ativa, costumava viajar sozinha, cuidava do marido que tem Alzheimer e agora precisa de ajuda para a maior segmento das atividades do dia a dia.
“É difícil a pessoa ter aquela liberdade de fazer tudo […] e hoje está paragem. Tem hora que eu pranto escondido deles. Eu caí num poço muito fundo viu”, lamenta.
A aposentada Creusa Felissima Souza da Silva, de 79 anos, também perdeu a visão.
Reprodução/TV São Francisco
Relembre o caso
Os pacientes foram atendidos em um mutirão oftalmológico oferecido pelo Hospital Ceom entre os dias 27 e 30 de março. Em nota, a instituição de saúde informou que presta assistência aos pacientes e acompanha os casos.
Um jurisperito que representa segmento dos pacientes afirmou que todos apresentaram comprometimento da visão em pelo menos um dos olhos posteriormente serem submetidos a aplicações intravítreas, procedimento que, segundo ele, é considerado seguro e de rápida realização. Em casos mais graves, houve premência de retirada do orbe ocular.
Pacientes ficam cegos posteriormente mutirão oftalmológico na Bahia
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que 26 pacientes relataram intercorrências posteriormente os procedimentos, porquê ardência e hiperemia ocular, vermelhidão nos olhos causada pela dilatação dos vasos sanguíneos, geralmente associada a irritações, inflamações ou infecções.
Depois tomar conhecimento das intercorrências, o órgão estadual suspendeu imediatamente o encaminhamento de novos pacientes para a unidade.
No cumprimento do mandado de procura e inquietação desta terça-feira, foram apreendidos prontuários médicos e documentos que vão passar por analise técnica.
Imagem aérea da cidade de Irecê, no setentrião da Bahia
Prefeitura de Irecê
O que diz a unidade de saúde
Em nota, o Hospital Ceom informou que realizou 643 procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos durante o mutirão e que foram feitos dentro dos critérios médicos estabelecidos e com exames prévios.
A unidade de saúde confirmou que 24 pacientes submetidos à terapia antiangiogênica apresentaram intercorrências no comitiva inesperado posteriormente os procedimentos e que eles seguem em comitiva contínuo.
Depois o cumprimento de mandado na segunda-feira, a unidade afirmou que as autoridades foram recebidas na clínica e que no momento o teor da diligência não poderá ser detalhado.
Confira a nota completa:
“O CEOM informa que, na manhã desta segunda-feira, foi cumprido mandado de procura e inquietação em suas dependências, no contexto das apurações em curso. As autoridades foram devidamente recebidas pela instituição, tendo a operação transcorrido de forma respeitosa, colaborativa e em diálogo uniforme, com peculiar atenção à natureza sensível dos documentos médicos. Durante a diligência, foi reiterada a valia da preservação do sigilo e do adequado tratamento das informações de saúde dos pacientes. Em saudação ao sigilo legítimo que envolve procedimentos dessa natureza, muito porquê às normas éticas aplicáveis, a instituição não pode detalhar o teor da diligência neste momento.
O CEOM reafirma que permanece à inteira disposição das autoridades competentes, colaborando de forma transparente com todos os esclarecimentos necessários, positivo de que a apuração permitirá a adequada compreensão dos fatos. A instituição também reforça que segue prestando toda a assistência aos pacientes e familiares, com comitiva contínuo dos casos, além de já ter iniciado a disponibilização de cópias de prontuários a todos os solicitantes, nos termos da Lei nº 13.787/2018 e das normas vigentes do Recomendação Federalista de Medicina.
No que se refere ao óbito recentemente noticiado, o CEOM esclarece que leste ocorreu em outra instituição de saúde e que, até o momento, não teve chegada à respectiva Enunciação de Óbito, documento que se encontra sob responsabilidade dos familiares, sendo indispensável para qualquer estudo técnica mais aprofundada do caso.
O CEOM reitera seu compromisso com a moral, a segurança assistencial e o saudação aos pacientes”.
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