As ações reforçam a pressão de Washington sobre Teerã depois o início do bloqueio naval
Os Estados Unidos disseram que não vão renovar a flexibilização temporária das sanções ao petróleo iraniano e, ao mesmo tempo, interceptaram 2 petroleiros que tentavam deixar o país. As ações reforçam a pressão de Washington sobre Teerã depois o início de um bloqueio naval e diante do impasse nas negociações para fechar a guerra.
O Departamento do Tesouro informou nesta 3ª feira (14.abr.2026) que a autorização emergencial para a venda de petróleo iraniano, criada para pacificar o impacto da guerra, expira nos próximos dias e não será prorrogada. A medida permitia a comercialização de cargas que já estavam no mar antes de 20 de março e tinha validade até 19 de abril.
O cenário se agravou depois de o Irã restringir o trânsito de navios no Estreito de Ormuz, rota por onde passa murado de 20% do petróleo e do gás consumidos no mundo. Apesar de um cessar-fogo temporário de 2 semanas, as negociações recentes no Paquistão não avançaram. Depois o impasse, Trump ordenou o bloqueio de portos iranianos.
No campo operacional, um destróier dos EUA interceptou 2 petroleiros que tentavam deixar o Irã na 3ª feira (14.abr), já sob efeito do bloqueio, de negócio com a escritório Reuters. Segundo uma poder americana, os navios haviam partido do porto de Chabahar, no Golfo de Omã, e foram orientados por rádio a retornar.
Os 2 navios fazem segmento de um grupo de 6 embarcações comerciais que, segundo o Comando Mediano dos EUA, receberam ordem para dar meia-volta e tornar a portos iranianos. De negócio com os militares, nenhuma embarcação conseguiu ultrapassar o bloqueio desde o início da operação, na 2ª feira (13.abr).
A operação envolve mais de 10 milénio militares, além de navios de guerra e aeronaves. Especialistas avaliam que ainda é cedo para medir a eficiência da estratégia. Também alertam que a medida pode provocar reação de Teerã e aumentar a tensão sobre o cessar-fogo em vigor.
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