Entenda uma vez que marca própria da Amazon desafia distribuição e pet shops
entenda-como-marca-propria-da-Amazon-desafia-distribuicao-e-pet-shops.webp




Acompanhe as principais notícias do dia no nosso ducto do
Whatsapp.


Whatsapp Panorama Farmacêutico
Siga nosso canal

A chegada da Amazon Basics ao mercado pet brasílico parecia, à primeira vista, mais um capítulo do progressão das marcas próprias no varejo pátrio. Mas uma invenção feita nos registros do Instituto Pátrio da Propriedade Industrial (INPI) muda o tamanho dessa história. Por trás do lançamento de uma risco aparentemente modesta de acessórios, a Amazon já registrou o caminho permitido para chegar a um território muito mais sensível – o pet food.

A gigante do e-commerce anunciou o lançamento solene da Amazon Basics no país, marca própria que, no Brasil, contemplará itens para pets, organização para lar, escritório, ferramentas e acessórios de informática. Todos os produtos contam com estoque lugar armazenados em centros de distribuição no país, o que garante entrega no mesmo dia ou no dia seguinte para assinantes Prime em regiões elegíveis.

No ano pretérito, a Amazon investiu R$ 19 bilhões no Brasil, valor cinco vezes supra da média anual desde sua ingresso no país, consolidando uma rede logística que já soma mais de 300 centros logísticos espalhados pelos 26 estados e pelo Província Federalista.


Continua depois da publicidade

O mercado que a Amazon mira é gigante. O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de população de pets, com 160,9 milhões de animais, detrás somente de China e Estados Unidos, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet).

De concórdia com a entidade, a produção de pet food no ano pretérito atingiu R$ 41,4 bilhões, valor considerado inferior da projeção para o período. E é exatamente nesse ponto que a estudo dos documentos públicos da Amazon revela a dimensão da estratégia por trás da Amazon Basics.

Marca WAG no INPI

O portfólio da Amazon Basics apresentado ao público brasílico, até o momento, é seco. Levantamento sobre a operação atual mostra uma risco limitada a sacos de cocô, tapetes higiênicos, coleiras retráteis, camas e alguns brinquedos, categorias de acessórios básicos, sem ingresso no segmento de sustento.

Já nos Estados Unidos, onde o catálogo é mais robusto, o contraste fica evidente e dá sinais do caminho que a marca pretende seguir no Brasil. Lá, além de uma gama maior de acessórios para animais de estimação, está disponível uma risco completa de rações secas e úmidas, biscoitos e petiscos para cães e gatos.

Um levantamento nos registros do INPI mostra que a empresa Amazon Technologies INC. já registrou a marca WAG no Brasil, e não em uma única classe. O pedido abrange as classes NCL(11) 05, NCL(11) 31, NCL(11) 35 e NCL(11) 28, um conjunto que, na prática, sinaliza a intenção de operar com produtos de sustento, zelo e comercialização voltados ao público pet.

Esse registro mostra uma clara estratégia de negócio pela gigante do e-commerce. Com isso, a Amazon já garantiu, no campo jurídico, o recta de operar no segmento.

De concórdia com o estudo Overview do Mercado Pet 2025, realizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), os vitualhas respondem por 55% da representatividade de produtos e serviços do mercado pátrio de pets, muito primeiro de serviços veterinários (10%), geração e venda de animais (10%), medicamentos (10%), serviços gerais (9%) e banho e tosquia (6%).

A ingresso da marca WAG no mercado de ração e petiscos implica em uma disputa direta pelo chamado mercado de recorrência, que inclui a compra repetida ou mensal e que sustenta a relação entre indústria, distribuidor e varejo.

Essa provável estratégia da gigante norte-americana atinge diretamente as grandes redes nacionais que hoje dominam as vendas integradas e os programas de assinatura do país. Procurada pela reportagem para se manifestar sobre o impacto da marca própria da Amazon no setor, a rede Petz/Cobasi preferiu não se pronunciar.

Mercado de pet food é o verdadeiro escopo

O movimento de varejistas globais em direção às marcas próprias de sustento para pets não é exclusividade da Amazon. Um relatório da Triplethree International sobre o mercado mexicano aponta que o setor de pet food vive uma mudança estrutural que deve influenciar toda a América Latina. O estudo revela ainda que os varejistas estão deixando de atuar somente uma vez que ducto de venda para assumir o desenvolvimento de produtos próprios de nutrição bicho.

Hoje, o mix de muitos varejistas internacionais já vai muito além das ofertas de ingresso e passa a competir em nutrição, qualidade, funcionalidade e valor percebido. Até pouco tempo detrás, esses eram atributos exclusivos da indústria tradicional de rações.

O motivo estrutural é evidente. Varejistas uma vez que a Amazon observam o comportamento de compra em tempo real e entendem preferências de consumo com precisão a partir de algoritmos e dados de compras, uma vantagem competitiva que fabricantes tradicionais não conseguem replicar com a mesma velocidade.

Andipet reforça papel do distribuidor na enxovia de produção

Para entender o real impacto desse movimento na enxovia de suprimentos, é preciso ouvir quem está entre a indústria e o balcão do pet shop. Diego Dahas, presidente da Associação Pátrio dos Distribuidores de Produtos PET (Andipet), avalia que a chegada da Amazon Basics “deve ser observada com atenção, mas sem alarmismo” neste primeiro momento. Isso porque o impacto tende a se concentrar em acessórios de maior giro e menor diferenciação, uma vez que comedouros, caminhas, peitorais, brinquedos e itens de higiene.

O que preocupa a entidade, segundo Dahas, não é a chegada isolada de novos produtos, mas o progressão de uma plataforma que reúne graduação, dados, logística e poder de preço. “Essa é a combinação que pressiona mormente as categorias mais comoditizadas, nas quais a decisão do consumidor é guiada por conveniência e preço”, comenta.

Ainda assim, o dirigente afirma que o risco de perda de espaço para a indústria pátrio não é uniforme. Categorias uma vez que vitualhas, medicamentos e produtos veterinários dependem de um fator que a marca própria ainda não disputa – a crédito construída pela recomendação técnica do médico-veterinário. “Cá o tutor preza muito pela crédito, pela tecnologia, pela recomendação do médico veterinário”, resume.

Porvir da distribuição passa por consultoria especializada

O ponto mais sensível para os distribuidores é o risco de desintermediação, com o temor de que a enxovia tradicional de indústria, distribuidor e varejo perdida relevância diante da eficiência logística da Amazon. Dahas reconhece que, isoladamente, é impossível competir em prazo e preço com uma empresa da graduação logística da companhia.

Mas o dirigente defende que o papel do distribuidor vai muito além da entrega, pois envolve estratégias uma vez que o fomento do pequeno e médio varejo, o suporte mercantil e a licença de crédito. Segundo ele, essas são funções que nenhuma plataforma do dedo consegue substituir com facilidade.

Sobre o investimento bilionário da Amazon em logística, Dahas pondera que ele também pode beneficiar vendedores que utilizam o marketplace da própria companhia, ampliando alcance e eficiência. Mas faz uma salvaguarda importante. O ducto do dedo funciona muito para produtos com demanda já formada e o mercado pet não vive só de reposição, pois depende de lançamentos, experimentação e recomendação técnica.

“Quem cria a demanda, principalmente em produtos novos ou mais técnicos, é a enxovia especializada, que integra a indústria, o distribuidor, o veterinário, o representante mercantil que visitante o pet shop diariamente”, esclarece. Por isso, ele define a disputa não uma vez que um ‘jogo viciado’, mas uma vez que uma competitividade assimétrica. “Os distribuidores precisam se fortalecer naquilo que cria mercado. Estamos falando de relacionamento, conhecimento técnico e do domínio das particularidades regionais”, pontua.

O impacto no varejo de ponta

Se a distribuição sinaliza um alerta, é a ponta final da enxovia – o pet shop de bairro – que pode sentir maior impacto da Amazon Basics. Ricardo de Oliveira, CEO da Fórmula Pet Shop e mentor de empresas do setor, é direto ao indicar onde a pressão vai recair primeiro.

“A Amazon Basics deve pressionar principalmente as vendas de produtos comoditizados, uma vez que tapetes higiênicos, brinquedos, comedouros, camas e outros acessórios básicos. Esses itens têm pouca diferenciação e o consumidor tende a confrontar preço”, explica.

Já o impacto sobre serviços e categorias de maior valor confederado tende a ser muito menor. “A Amazon Basics não vai quebrar o pet shop possante. Vai expor o pet shop que ainda compete somente por preço”, afirma.

A fidelidade do consumidor brasílico, na visão do mentor, não é uniforme entre categorias. Em sustento, saúde e medicamentos, a crédito na marca ainda pesa muito na decisão de compra. Já em produtos básicos e funcionais, uma vez que potes, brinquedos e acessórios em universal, a fidelidade é menor e o preço se torna decisivo.

Conveniência física deixou de ser suficiente

A proximidade física foi o principal trunfo competitivo do pet shop de bairro. O progressão da entrega em 24 horas da Amazon ameaço justamente essa vantagem histórica. “Conveniência significa muito mais do que intervalo. É preciso resolver rapidamente a premência do cliente, oferecer atendimento subitâneo pelo WhatsApp, lembrar da recompra, indicar o resultado visível, resolver banho, tosquia, vacinação e sustento em um único lugar”, enfatiza.

Segundo ele, o pequeno varejo vence ao saber clientes pelo nome, oferecer soluções personalizadas e edificar recorrência, com atendimento consultivo, programas de fidelidade, cashback, assinaturas e curadoria de produtos, elementos que o e-commerce não entrega com a mesma facilidade.

Sobre a pressão nas margens, Oliveira defende que a rentabilidade do pet shop não deve depender somente da margem unitária de um resultado, mas do valor gerado ao longo do relacionamento com o cliente, o que permite selecionar alguns itens de sobranceiro giro para manter competitividade sem sacrificar margem nas categorias em que existe diferenciação real.

Sazão das marcas próprias

O desembarque da Amazon Basics e o registro da marca WAG no INPI se insere em um movimento mais largo de fortalecimento do private label no varejo brasílico. Segundo levantamento da NielsenIQ (NIQ) para a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), 69% dos brasileiros já avaliam produtos de marca própria uma vez que uma opção de óptimo custo-benefício, e a penetração desses itens já alcança 34% dos lares do país.

Ainda assim, o Brasil segue distante da maturidade observada em outros mercados. A participação das marcas próprias no faturamento totalidade do varejo pátrio varia entre 8% e 15%, patamar muito inferior dos mais de 40% registrados em países europeus. Essa diferença é, ao mesmo tempo, o que explica o gosto da Amazon por expansão e o que sustenta o argumento da indústria e da distribuição de que ainda há tempo de reação.

O setor de pet food brasílico, porém, enfrenta desafios que vão além da concorrência de marcas próprias. O mercado de pet food, na visão da Abempet, poderia ser muito maior se houvesse redução de 60% na tributação. “Quem ainda acredita que o diferencial é somente ter resultado na prateleira vai tolerar cada vez mais, mas quem transforma seu pet shop em um meio de serviços, relacionamento, orientação e experiência continuará relevante”, sinaliza Oliveira.