Os dois motociclistas que assaltaram e agrediram um varão em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, na última sexta-feira, 9, podem ter sido os mesmos que roubaram, minutos depois, um grupo de três homens no mesmo bairro, a menos de 1 quilômetro de intervalo do primeiro transgressão.
De congraçamento com os registros da empresa Cosecurity, cujas câmeras de segurança instaladas nas ruas captaram os dois crimes, é provável ver semelhantes entre os dois episódios: dois assaltantes usando motocicletas azul e branca, capacetes brancos com detalhes em vermelho.
Ou por outra, existe também a proximidade entre as duas ocorrências, em termos de horário e intervalo. A primeira aconteceu por volta das 21h12 na Rua Alves Guimarães, e a outra às 21h17, na Rua Cristiano Viana. A intervalo entre as ruas é de menos de 1 quilômetro e o trajeto pode ser feito, de moto, em menos de três minutos.
De congraçamento com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, nenhuma das ocorrências foi localizada no histórico policial.
Crimes em sequência
Depois de assaltarem armados um rapaz que passeava com um cachorro e, aparentemente chutá-lo, os assaltantes cometem outro transgressão na Rua Cristiano Viana.
Os dois motociclistas estacionam a moto na mesma guia, dando uma intervalo de 4 a 6 metros entre eles. Um grupo de três rapazes aparece andando pela mesma lajeada e atravessam para o outro lado da rua justamente no espaço deixado pelos suspeitos.
A dupla de bandidos liga a moto e segue os rapazes. Eles são abordados e encurralados. Um dos assaltantes aparenta estar armado. Conforme os registros, ele tira um suposto revolver do bolso e aponta para as vítimas.
Enquanto isso, o outro motociclista também participa da ação. Eles se aproximam dos rapazes já colocando a mão no bolso de um deles e recolhendo alguns pertences. O grupo é liberado e os salteador fogem na sequência.
Pela modo de ação dos criminosos, há a possibilidade de serem os mesmos assaltantes nos dois casos, aponta a Cosecurity, cujas câmeras flagraram as ocorrências. De congraçamento com a empresa, não foi provável captar o registro das placas dos veículos envolvidos.
Instabilidade na região
O transgressão aconteceu a menos de dois quilômetros da Rua Joaquim Antunes, também em Pinheiros, que registrou uma série de assaltos em 2025.
Foram no mínimo oito ocorrências em três meses – todas à mão armada. Conforme mostrou o Estadão, um varão foi baleado na perna na rua no início de outubro. No mesmo mês, outra vítima teve o celular roubado. E um jovem abordado por um salteador chegou a ensinar o criminoso a digitar a senha do celular roubado para desbloquear o aparelho.
Em janeiro de 2025, um caso mais trágico: um jovem morreu baleado em seguida assalto na via. Todas as ocorrências tiveram o uso de motocicletas por segmento dos criminosos. Suspeita-se que a presença de uma grande árvore na rua facilite a ação dos bandidos.
Moradores chegaram a colocar uma placa de aviso informando que a região é uma dimensão de risco em relação à segurança pública. “Transe, você está em Pinheiros (o bairro mais perigoso de São Paulo). Espaço com tá índice de assaltos à mão armada”, informa um papeleta colado em um poste.
A SSP-SP já chegou a comentar em 2025 que os roubos diminuíram em 6% na dimensão de abrangência da 3ª Delegacia Seccional – que responde pelas ocorrências daquela região – entre janeiro e agosto do ano ano pretérito, na presença de o mesmo período de 2024.
Estadão Teor
