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Despovoar uma curso praticamente definida para apostar no mercado financeiro é uma decisão que poucos tomam — e menos ainda sustentam.

Foi exatamente esse o caminho seguido por um jovem que deixou a faculdade de odontologia no sétimo período para tentar viver de day trade em plena pandemia, em procura de liberdade e autonomia.

Daniel Marcos foi o convidado do incidente 254 do programa GainCast. Ele detalha porquê conheceu o mercado, relembra a decisão de largar a graduação e explica os erros que marcaram o início da sua trajetória até encontrar consistência operacional.

Uma escolha improvável

Quando a pandemia alterou a rotina de milhões de brasileiros, Marcos ainda vivia uma veras distante das telas de negociação.

Dividia os dias entre aulas, clínicas e procedimentos da graduação em Odontologia, um curso integral que praticamente eliminava qualquer possibilidade de renda paralela.

Foi nesse contexto que surgiu um invitação aparentemente simples, mas decisivo. A logo namorada, hoje sua esposa, insistiu para que ele acompanhasse o irmão durante um pregão. Bastaram poucos minutos para que a percepção mudasse completamente.

“Até que ela me convidou ali no vértice da pandemia e eu fui lá e me apaixonei. Quando eu vi ali o meu cunhado operando e, pô, ele ganhou R$500, tipo, questão de 10 minutos. Nossa, fiquei muito atraído”, conta.

A curiosidade rapidamente se transformou em envolvimento. Marcos começou a estudar, testar operações no simulador e consumir conteúdos sobre o mercado.

Em pouco tempo, o interesse virou decisão — e uma decisão radical. “Passou três semanas, eu tranquei a faculdade, larguei”, revela.

Aliás, a escolha carregava um peso financeiro relevante. A graduação já havia consumido anos de dedicação e investimentos elevados em materiais e equipamentos.

Ainda assim, ele acreditava estar diante de uma oportunidade capaz de redefinir completamente sua trajetória.

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O dispêndio da decisão

A empolgação inicial não resistiu ao primeiro choque com a veras do mercado.

Posteriormente deixar a faculdade, Marcos vendeu praticamente tudo o que havia amontoado ao longo da graduação — canetas odontológicas, materiais ortodônticos e equipamentos —, com o objetivo de financiar o início da novidade curso.

No entanto, o resultado ficou distante do esperado. Mesmo com estudo manente, os primeiros meses foram marcados por erros, adaptação e perdas financeiras. Muro de sete meses depois, o impacto já era evidente.

“Depois de sete meses desses processos, de principiar a buscar mais conhecimento, trespassar da faculdade, eu perdi R$ 7 milénio”, relata.

Se perder moeda já representava um repto, a pressão emocional foi ainda maior dentro de morada. Ele precisou justificar a decisão para os pais, que haviam bem sua formação até aquele momento.

“Minha mãe ficou muito abismada. Meu pai ficou um pouco mais assim, querendo respeitar a minha decisão. Minha mãe ficou muito mais chocada. No termo, tive o escora deles”, afirma.

Apesar das dificuldades, o que sustentou a escolha não foi a expectativa de ganhos rápidos. Para Marcos, o principal motivador sempre foi outro.

“Não foi nem aquela paragem ‘nossa, moeda e tudo mais’, foi realmente uma paragem que eu vi ali de liberdade. Logo esse foi o intuito que eu vi no day trade: liberdade”, enfatiza.

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Uma novidade trajetória

Com o passar do tempo, a decisão que parecia precipitada começou a lucrar outro significado. A odontologia ficou no pretérito, enquanto o mercado financeiro se consolidou porquê sua principal atividade profissional.

Aliás, ele passou a compartilhar operações e análises nas redes sociais, construindo audiência de forma orgânica dentro da comunidade trader. “Eu cheguei a 20 milénio seguidores de forma orgânica, sem tráfico pago”, declara.

Mais do que os números, Marcos destaca o papel das pessoas que estiveram presentes no início da jornada. A namorada que o incentivou a saber o mercado tornou-se sua esposa e segue sendo uma das figuras centrais dessa trajetória.

“Posso proferir que foi isso que tanto a minha esposa quanto meu cunhado deram na minha vida”, comenta.

Hoje, ao olhar para trás, Marcos reconhece os riscos, as perdas e as incertezas que marcaram o início da curso. Ainda assim, a decisão que um dia pareceu difícil de justificar passou a ter outro peso.

“Hoje posso proferir que não só a Deus, mas também a ela, eu tenho muita gratidão em relação a todo o processo que eu vivi”, conclui.

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