Despedida humanizada impulsiona funerário pet no Brasil
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O setor funerário vem ampliando sua atuação no mercado pet diante da crescente busca por despedidas mais humanizadas para cães e gatos. O movimento acompanha o fortalecimento das famílias multiespécie e o avanço de legislações que permitem o sepultamento de animais em jazigos familiares.

O debate ganhou força com normas locais, como a “Lei Bob Coveiro”, em São Paulo, além de projetos em tramitação no Congresso Nacional que buscam regulamentar a prática em todo o país.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, o Brasil possui mais de 150 milhões de animais de estimação, consolidando-se como uma das maiores populações pet do mundo.


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De acordo com Alessandro Oliveira, diretor do Grupo Zelo, cidades que já regulamentaram o tema permitem o sepultamento de pets em jazigos familiares, desde que sejam respeitadas normas ambientais e sanitárias.

Além dos avanços legais, a procura por cremações e cerimônias especializadas também vem crescendo. Dados do Grupo Zelo apontam aumento de 8% nas cremações pet entre 2024 e 2025 em operações da empresa em Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco.

A psicoterapeuta Renata Roma afirma que rituais de despedida ajudam a validar emocionalmente a perda. “O luto pet ainda enfrenta o desafio do não reconhecimento social, e esses espaços ajudam as famílias a atravessarem esse processo de forma mais saudável”, destaca.

Segundo a especialista, o avanço desses serviços mostra que o mercado pet começa a incorporar também soluções voltadas ao acolhimento emocional e à preservação da memória dos animais.