São Paulo, 3 – O procurador da Polícia Federalista (PF) Michel Brasil Saliba, dirigente da Delegacia da PF em Chuí (RS), morreu nesta sexta-feira, 3, em decorrência de complicações médicas causadas pelos disparos que o atingiram durante uma operação policial na última quinta-feira, 2. Informações preliminares apontam que os tiros foram disparados por um agente da Brigada Militar.
“A Polícia Federalista manifesta suas pêsames e solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho neste momento de tristeza e consternação”, afirmou a corporação. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, decretou luto solene de três dias.
Saliba foi atingido durante uma operação da PF que tinha porquê objetivo desarticular uma organização criminosa especializada no contrabando de mercadorias provenientes de Miami, nos Estados Unidos. Segundo as investigações, os suspeitos operavam um sistema financeiro paralelo para sustentar as atividades ilícitas.
De convénio com a Polícia Federalista, a organização criminosa teria origem em Santana do Livramento (RS) e seria responsável por coordenar a ingressão irregular de mercadorias no Brasil por meio da fronteira com o Uruguai. “Segundo delicado, segmento do grupo atuava em Miami, de onde partiam os produtos destinados ao esquema”, informou a corporação.
Ao todo, foram expedidos nove mandados de procura e mortificação, e muro de 40 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas foram bloqueadas. Os valores envolvidos podem chegar a R$ 28 milhões.
Saliba cumpria um dos mandados em Passo Fundo (RS) quando um policial militar, marido de uma das investigadas, atirou contra os agentes. O procurador foi atingido, assim porquê outro policial federalista.
Ambos precisaram de atendimento médico. O segundo agente recebeu subida hospitalar no mesmo dia, mas Saliba permaneceu internado em estado grave. Uma campanha de doação de sangue até chegou a ser divulgada nas redes para ajudar o procurador, mas ele não resistiu aos ferimentos.
O responsável dos disparos foi recluso em flagrante. Em nota, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul confirmou que os tiros foram efetuados por um agente da corporação que estava de licença “para tratar de interesses particulares” e que “teria efetuado disparos de arma de incêndio contra um policial federalista durante o cumprimento de mandado judicial em desfavor de sua esposa”.
Em nota enviada à reportagem na noite desta sexta-feira, a Brigada Militar informou que o agente aguarda audiência de custódia e que a Corregedoria-Universal da corporação acompanha o caso.
“A Brigada Militar manifesta profundo tarar pelo falecimento do procurador da Polícia Federalista e reafirma seu compromisso com a preservação da vida, a legitimidade, a transparência e a resguardo da sociedade”, afirmou a instituição.
Michel Brasil Saliba era proveniente de Bagé (RS) e ingressou na Polícia Federalista em setembro de 2023, na Superintendência Regional da Polícia Federalista em Roraima. Em abril deste ano, assumiu a chefia da Delegacia da PF em Chuí.
A morte foi lamentada por colegas e entidades ligadas à segurança pública, que prestaram homenagens aos familiares e amigos do procurador.
“Ele perdeu a vida no treino pleno de suas funções, na risco de frente do combate à criminalidade organizada, exatamente onde o responsabilidade o convocava, e é mal a instituição há de guardá-lo: porquê quem consagrou o mais saliente sentido do responsabilidade cumprido”, escreveu a Associação Pátrio dos Delegados de Polícia Federalista, em nota.
“Sua morte recorda o risco real e cotidiano a que se expõem os que combatem o delito organizado e reafirma o responsabilidade do Estado brasílico de proteger, valorizar e amparar aqueles que se colocam entre a sociedade e a criminalidade”, acrescentou a entidade.
Estadão Teor
