O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou ao Paquistão na madrugada deste sábado (11), horário de Brasília, para realizar negociações de sossego com o Irã, informou uma nascente paquistanesa à Reuters.
Momentos antes, duas fontes do Paquistão afirmaram que um avião do governo dos EUA transportando altos funcionários americanos pousou na capital paquistanesa, Islamabad.
Washington e Teerã devem iniciar negociações buscando pôr término à guerra com o Irã, que já dura seis semanas, matou milhares de pessoas no Oriente Médio, interrompeu o fornecimento de vontade, alimentou a inflação e desacelerou a economia global.
Início das negociações
Representantes dos Estados Unidos e do Irã realizam neste sábado (11) a primeira rodada de negociações depois o início do cessar-fogo entre os dois países. As conversas acontecem em Islamabad, capital do Paquistão — o país é um dos principais mediadores do conflito.
Segundo a Mansão Branca, as discussões acontecerão na manhã deste sábado, no horário sítio do Paquistão — madrugada no horário de Brasília.
Porém, há um clima de tensão e incerteza para as negociações. Isso porque o Irã insiste que Israel deve parar com os ataques no Líbano, pontuando que isso faz secção do congraçamento para suspensão dos combates. Aliás, o principal negociador iraniano destacou que há “boa vontade” de Teerã, mas que não confia nos EUA.
Já Israel e os Estados Unidos afirmam que o conflito no Líbano não faz secção do congraçamento. As forças israelenses fizeram os maiores ataques ao país vizinho desde o início da guerra nesta semana, matando mais de 350 pessoas.
Aliás, o presidente americano, Donald Trump, acusou o regime iraniano de estar fazendo um “péssimo trabalho” e não permitir que navios passem pelo Estreito de Ormuz. “Esse não é o congraçamento que temos!”, afirmou o republicano em publicação na Truth Social.
Segundo Trump, o foco das negociações será garantir que o Irã não tenha armas nucleares e que o tráfego em Ormuz seja retomado.
(Com informações de Asif Shahzad, Ariba Shahid e Tanvi Mehta, da Reuters)
