Criticar o Pix é uma vez que proferir que produzir saneamento compromete o carro-pipa, diz governo
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O governo dos Estados Unidos justificou a imposição de uma tarifa suplementar de 25% sobre produtos brasileiros com base em um relatório da investigação da Seção 301, que aponta supostas práticas comerciais desleais do Brasil em seis áreas. Em resposta, integrantes do primeiro escalão do governo Luiz Inácio Lula da Silva rebateram, nesta quinta-feira (16), os argumentos um a um, classificando a decisão uma vez que política, sem base técnica e incompatível com os dados apresentados durante as negociações. A tarifa entra em vigor em 22 de julho.

O documento do Escritório do Representante de Negócio dos Estados Unidos (USTR) reúne críticas ao Brasil nas áreas de serviços de pagamento eletrônico (Pix), tarifas consideradas desleais, combate à prevaricação, proteção da propriedade intelectual, entrada ao mercado de etanol, desmatamento proibido e negócio do dedo.

No dia que os EUA anunciaram o tarifaço, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nas redes sociais que Lula não negociou “de boa-fé” que colocou “o próprio ego” supra da desfecho de um conformidade, o que também foi rebatido pelo governo do Brasil.

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Veja a reação a cada sátira dos EUA:

Pix

Argumento dos EUA: O USTR afirma que o Banco Meão favorece o Pix em relação a empresas americanas de meios de pagamento, uma vez que operadoras de cartão de crédito, ao atuar simultaneamente uma vez que regulador e operador do sistema. Também sustenta que o padrão seria discriminatório e injusto.

Resposta do Brasil: O presidente do Banco Meão, Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix continuará gratuito, seguro e descerrado a todas as instituições financeiras. Segundo ele, o sistema não prejudicou empresas americanas e, desde sua geração, o mercado de cartões cresceu tapume de 150%. Galípolo comparou a sátira à teoria de que “produzir saneamento capital comprometeria a receita de caminhão-pipa”. Mauro Vieira também ressaltou que o Pix é uma infraestrutura pública disponível a todos os participantes do mercado.

Tarifas consideradas desleais

Argumento dos EUA: Washington alega que o Brasil concede tarifas preferenciais a parceiros uma vez que México e Índia, enquanto mantém alíquotas mais elevadas para produtos americanos.

Resposta do Brasil: O ministro da Rancho, Dario Durigan, afirmou que a decisão americana representa uma “interferência externa indevida” e destacou que os próprios dados dos EUA mostram superávit mercantil americano nas relações com o Brasil. O Planalto informou ainda que 76% das importações americanas entram no Brasil sem imposto de importação e que a alíquota média efetiva é de unicamente 3,1%.

Desmatamento proibido

Argumento dos EUA: O relatório afirma que o Brasil lacuna na emprego de sua legislação ambiental e que o desmatamento proibido favoreceria a produção agrícola brasileira em prejuízo dos produtores americanos.

Resposta do Brasil: O ministro do Meio Envolvente, João Paulo Capobianco, classificou as acusações uma vez que “sem fundamento técnico” e afirmou que o desmatamento na Amazônia caiu tapume de 50% nos últimos três anos. Também rebateu a argumento de concorrência desleal na madeira, destacando que o Brasil responde por unicamente 0,65% do mercado internacional e produz um tipo de madeira dissemelhante da utilizada pela indústria americana. Vieira também afirmou que as críticas ambientais não correspondem à veras.

Etanol

Argumento dos EUA: O USTR afirma que o Brasil abandonou uma política de reciprocidade tarifária em 2017, impondo condições menos favoráveis ao etanol americano.

Resposta do Brasil: O governo reiterou que as justificativas apresentadas na investigação desconsideraram os argumentos técnicos enviados pelo Brasil durante as negociações e afirmou que continuará buscando uma solução por meio do diálogo com as autoridades americanas.

Propriedade intelectual

Argumento dos EUA: Washington acusa o Brasil de combater de forma insuficiente a pirataria, cita a Rua 25 de Março uma vez que exemplo e critica a vagar na licença de patentes.

Resposta do Brasil: O governo afirmou que as conclusões da investigação não têm base na veras e destacou que apresentou duas defesas formais durante o processo. Mauro Vieira disse que os argumentos utilizados pelos EUA não encontram respaldo técnico e classificou a investigação uma vez que unilateral.

Combate à prevaricação

Argumento dos EUA: O relatório sustenta que o Brasil aplica de forma insuficiente medidas anticorrupção, citando decisões relacionadas à Operação Lava-Jato e acordos de leniência.

Resposta do Brasil: O governo rejeitou a inclusão do tema na investigação mercantil e classificou a decisão americana uma vez que motivada por interesses políticos. Vieira classificou a investigação uma vez que unilateral e afirmou que a decisão teve motivação política, em uma tentativa de interferência no Poder Judiciário brasílio.

Negócio do dedo

Argumento dos EUA: O USTR acusa tribunais brasileiros de enunciar ordens para remoção de teor em plataformas digitais americanas e de restringir a atuação dessas empresas.

Resposta do Brasil: Em nota solene, o governo classificou uma vez que “descabidas” as alegações contra a regulação das plataformas digitais e rebateu as conclusões da investigação conduzida pelos EUA com base na Seção 301. Paralelamente, o Planalto afirmou que pretende recorrer à Organização Mundial do Negócio (OMC), ampliar mercados para as exportações brasileiras e calcular a emprego da Lei da Reciprocidade Econômica.

Negociação de má-fé

Sátira dos EUA: O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nas redes sociais que Lula não negociou “de boa-fé” com os Estados Unidos e colocou “o próprio ego” supra da desfecho de um conformidade.

Resposta do Brasil: O chanceler Mauro Vieira reagiu, classificando as declarações uma vez que “inaceitáveis” e “ofensivas”, e afirmou que o Brasil realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone com autoridades americanas desde março de 2025. Segundo ele, a investigação da Seção 301 é unilateral e a decisão de utilizar as tarifas desconsiderou as informações apresentadas pelo governo brasílio.

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