O coordenador do Fórum Goiano de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, psicólogo Joseleno Vieira dos Santos, apresentou, durante audiência pública que está sendo realizada no Auditório Francisco Gedda, a proposta metodológica e o cronograma de trabalho que vão orientar, em Goiás, a Revisão do Projecto Vernáculo Decenal de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Santos agradeceu a fala conjunta das Comissões da Menino e Juvenil e de Assistência Social da Plenário Legislativa de Goiás (Alego) e explicou a opção por ancorar o processo no Parlamento estadual: “Logo imediatamente eu pensei que nós temos que fazer uma parceria com a Alego. Porque porquê dar graduação? Uma vez que chegar nos municípios? Cá é a Morada que discute políticas fundamentais e que pode pensar conosco os recursos necessários para enfrentar a violência sexual no Estado”, explicou.
O coordenador resgatou o trajectória histórico do tema no país, lembrando que o primeiro Projecto Vernáculo foi legalizado em 2000, revisado em 2013 e apresentado porquê solução do Conanda em 2014. Ele contextualizou os novos desafios trazidos pelo envolvente do dedo e pela chamada “adultização” nas redes, destacando a premência de incorporar especificidades regionais e a participação social qualificada. “O Brasil está pensando um novo projecto para dez anos. Temos que olhar as particularidades dos territórios e ouvir quem vive essas realidades”, afirmou, ao detalhar a estrutura do processo transportado nacionalmente pela Universidade Federalista do Rio Grande do Setentrião, em parceria com referências estaduais e universidades.
Frentes complementares
Ao expor a metodologia, o coordenador explicou que o trabalho em Goiás se desdobra em três frentes complementares. A primeira são as reuniões temáticas com povos e comunidades específicas, porquê quilombolas, migrantes, ribeirinhos, ciganos e povos indígenas, já iniciadas em parceria com o Ministério Público e órgãos estaduais. “A teoria é produzir propostas concretas de prevenção e atendimento para cada contexto, considerando insulto, exploração sexual, tráfico para fins de exploração e violências em ambientes digitais”, pontuou. ]
A segunda frente são as rodas de conversa com participação direta de crianças e adolescentes, planejadas com protocolo de proteção e encaminhamento: “Zero para eles sem eles, zero para elas sem elas”. Segundo informou, estão programadas rodas com crianças no dia 8 de outubro e com adolescentes no dia 23 de outubro, com esteio técnico do Circo Lahetô e equipes da rede socioassistencial.
A terceira frente são os Fóruns Livres, espaços de mobilização sítio a serem realizados por conselhos tutelares, secretarias municipais, escolas, organizações da sociedade social e demais atores da rede. “Somos 246 municípios. Se cada um realizar um Fórum Livre, ampliaremos vozes e diagnósticos. É pensar globalmente e agir localmente”, disse Santos.
Para dar unidade ao processo, o psicólogo apresentou instrumentos padronizados de trabalho, porquê listas de presença eletrônicas, termos de consentimento e orientação de identidade visual, ressaltando o desvelo com a Lei Universal de Proteção de Dados, principalmente nas atividades com crianças e adolescentes. Ele indicou que um meato de contato está sendo divulgado durante a transmissão da audiência pela TV Alego para estribar municípios e entidades interessadas em organizar Fóruns Livres e enviou invitação à ampla adesão. “O repto é inaugurar imediatamente a ler, em cada município, quem pode somar esforços para discutir a violência sexual e propor ações.”
Por termo, o coordenador confirmou o cronograma dos próximos passos, com a realização contínua das reuniões temáticas e dos Fóruns Livres ao longo de outubro, consolidação das contribuições e realização do Fórum Estadual nos dias 11 e 12 de novembro, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO), em preparação para um encontro regional do Núcleo-Oeste em março e, na sequência, apresentação da proposta vernáculo no Congresso Brasílio previsto para maio.
Encerrada a apresentação, a mesa abriu espaço para questionamentos, manifestações e sugestões dos presentes, lanço que prossegue ao longo da manhã para subsidiar a sistematização estadual.
