Clubes criam percentagem para debater liga unificada com a CBF
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Medida foi adotada em plenário extraordinária da liga Futebol Potente União; dirigentes de 8 clubes formam a percentagem

Dirigentes de clubes da FFU (Futebol Potente União) decidiram progredir com a proposta de geração de uma liga unificada durante plenário extraordinária realizada na 5ª feira (9.jul.2026), em São Paulo. Uma percentagem formada por representantes de 5 clubes da Série A e 3 da Série B foi criada para conduzir as negociações com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

A reunião foi realizada na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol) e foi a 1ª sem a participação de representantes da Sports Media Entertainment, sócia minoritária estratégica da FFU. O encontro foi convocado depois de o Cade (Parecer Administrativo de Resguardo Econômica) proibir a empresa de fabricar obstáculos à saída dos clubes, sob pena de multa diária de R$ 250 milénio.

Segundo o Máquina do Esporte, a percentagem será composta por dirigentes de Fluminense, Internacional, Vasco, Athletico-PR e Corinthians, da Série A, além de Cuiabá, Botafogo-SP e Atlético-GO, da Série B.

A relação com a Sports Media, braço de investimentos da Life Capital Partners, dominou as discussões da plenário. Os clubes pretendem apresentar uma novidade proposta de governança para prometer que as associações tenham participação majoritária nas decisões estratégicas do negócio. Hoje, a investidora detém de 10% a 20% dos direitos de redondel das equipes que integram o conjunto.

O debate sobre a geração de uma liga unificada ganhou força em abril, por iniciativa da CBF. O presidente da entidade, Samir Xaud, defendeu que a liga seja administrada pelos próprios clubes, com a confederação atuando uma vez que mediadora. Estudos apresentados pela CBF indicam que a Série A do Campeonato Brasílio é a 6ª liga mais valiosa do mundo, apesar de ainda enfrentar gargalos estruturais e ter potencial de desenvolvimento.

A convocação da plenário pelo diretor-presidente da FFU, Alessandro Barcelos, que também preside o Internacional, foi motivada pela pressão de dirigentes de Cuiabá, Vila Novidade e Atlético-GO, insatisfeitos com o atual padrão de governança. Os clubes encomendaram um parecer jurídico para respaldar a decisão do Cade, tomada em 25 de junho.