Pequim inclui 20 companhias japonesas em lista de vigilância e outras 20 em lista de controle de exportações
O Ministério do Comércio da China informou nesta 2ª feira (29.jun.2026) que incluiu 20 empresas japonesas em uma lista de vigilância e outras 20 em sua relação de controle de exportações. Na prática, as companhias na 1ª lista ficam obrigadas a apresentar um relatório de avaliação de risco e se comprometer de que a compra de itens chineses porquê terras-raras não será usada para fins militares.
Já as empresas na relação de controle ficam proibidas de exportar tecnologias chinesas. Essa é a mesma lista na qual 10 empresas dos Estados Unidos foram incluídas na semana passada.
A medida do governo chinês tem um objetivo evidente: frear a desejo japonesa de se remilitarizar. Essa agenda é uma das prioridades do gabinete da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrata, direita), que tem avançado com a produção de mísseis de longo alcance, embarcações militares e se prepara para iniciar a exportação de itens bélicos para aliados, porquê as Filipinas.
Pequim tem se mostrado reticente aos planos de Takaichi desde o ano pretérito, mas a temperatura voltou a subir depois que Japão e Filipinas iniciaram as negociações para delimitar suas zonas econômicas exclusivas no oceano Pacífico.
A China entra nessa jogada porque as negociações incluem áreas próximas à Taiwan, que a China considera segmento integral de seu território. Ou seja, Pequim não quer ver Japão e Filipinas decidindo sobre o porvir de águas de soberania chinesa.
Entre as companhias incluídas na lista de vigilância está a Mitsui (um dos maiores conglomerados empresariais do Japão), Hitachi e o braço da Mitsubishi para produção de componentes para reatores nucleares. As empresas que cooperarem com o governo chinês providenciando os relatórios e se comprometendo a não produzir itens militares podem solicitar a remoção da lista.
Já entre as empresas adicionadas na lista de controle de exportações estão o Instituto Vernáculo de Estudos de Resguardo do Japão, a Corporação de Aeronaves do Japão e 8 empresas do grupo Mitsubishi.
