Eleições 2026
Em sabatina, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, defende, dentre outros pontos, regras mais rígidas no sistema prisional
Político reforçou exposição de enfrentamento às organizações e defendeu medidas rígidas na segurança (Foto: Reprodução/YouTube)
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu o uso das Forças Armadas no combate ao violação organizado no Brasil, durante participação em sua primeira sabatina uma vez que pré-candidato à presidência, na noite da última segunda-feira (6/4). Durante entrevista ao programa Frente a Frente, da Folha de S. Paulo e do UOL, o político reforçou o exposição de ‘mão pesada’ e defendeu medidas rígidas na extensão da segurança pública.
Caiado afirmou que o poder público dispõe de instrumentos suficientes para reagir ao progressão das facções criminosas, mas que ‘falta formalidade política’. “O Estado é muito maior do que o violação, o que falta é coragem”, declarou. Segundo ele, caso chegue ao Palácio do Planalto, vai “resgatar a segurança pública do Brasil”.
SAIBA MAIS:
Classificação de terrorismo
Para isso, Caiado defendeu a classificação das organizações criminosas com “terroristas”. Depois, falou sobre o uso das Forças Armadas para frear o progressão desses grupos nas diferentes regiões do país. “Eu preciso da Aviação, preciso da Marinha. A Amazônia hoje é 100% dominada. Nos rios temos o Comando Vermelho, no ar temos o PCC. Hoje temos todos o território da Amazônia comandado pelas facções. Não é só no Rio. Sem recontar a proliferação dessas facções em cidades uma vez que Salvador, Fortaleza, Natal e outras. Essa é a verdade”, pontuou.
Controle em unidades prisionais
Na sequência, o ex-governador de Goiás aproveitou para proteger mais controle nas unidades prisionais, com restrição de visitas e notícia de detentos com o meio extrínseco. “Penitenciária vai voltar a ser penitenciária. Traficante não vai falar mais com meio extrínseco, não vai ter visitante íntima, não vai ter audiência sigilosa com legisperito. Nós teremos totalidade controle sobre a ingressão de pessoas, portanto não teremos mais drogas ou armas circulando dentro das penitenciárias”, afirmou.
Operação no Boche foi ‘sucesso’
Durante sua participação no programa, Caiado elogiou, ainda, a operação policial realizada em outubro pretérito nos complexos da Penha e do Boche, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 122 pessoas.

“Foi a operação mais muito realizada estrategicamente no País. É invejável a estratégia daquela operação. A região mais habitada do Rio de Janeiro não contou com um social envolvido”, disse. Ele acrescentou que as facções cpntam com armamentos de basta poder destrutivo, uma vez que fuzis calibre .50, além de drones utilizados para lançar granadas.
Instabilidade x setor produtivo
O pré-candidato atribuiu a piora dos índices de segurança pública à “fraqueza” e ao “rabo recluso” dos governantes. “Eu não tenho conivência com o violação, eu não passo a mão na cabeça de bandido”, declarou. O ex-gestor argumentou que a sensação de instabilidade atinge a população e impõe custos elevados ao setor produtivo, que, segundo ele, destina mais de R$ 155 bilhões por ano para estruturas de segurança privada.
LEIA MAIS:
