COLUNA DO JOÃO BOSCO BITTENCOURT
Governador alerta que suspender o monitoramento de detentos coloca em risco a segurança pública
Caiado: “dados demonstram que os rigorosos e efetivos controles repercutem diretamente na acentuada queda dos índices de criminalidade” (foto divulgação)
O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) pediu ao Supremo Tribunal Federalista (STF) que Goiás seja permitido uma vez que amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade 7768, movida pelo Juízo Federalista da OAB, que tenta restringir o monitoramento de áudio e vídeo entre presos e advogados em presídios de segurança máxima.
Caiado alerta que suspender o monitoramento de detentos coloca em risco a segurança pública, já que facções criminosas usam encontros reservados para recitar crimes fora das unidades. Ele destaca que Goiás se tornou referência vernáculo em lucidez penitenciária, registrando queda superior a 90% nos principais índices criminais desde 2019 e alcançando 74% de aprovação na extensão de segurança, segundo a Genial/Quaest.
“Todos os dados demonstram de que os rigorosos e efetivos controles dos estabelecimentos prisionais adotados pelo Estado de Goiás repercutem diretamente na acentuada queda dos índices de criminalidade”, afirma o governador.
No pedido, protocolado nesta terça-feira (18/11), Caiado cita episódios que mostram o impacto do monitoramento, uma vez que o caso do Presídio Privativo de Planaltina, onde, em 2020, a vigilância permitiu impedir o resgate de presos de subida periculosidade. Com suporte técnico-jurídico do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, ele pede ao STF que Goiás participe da ação para manter o isolamento de lideranças criminosas e evitar retrocessos no sistema prisional.
