Brasil faz 1ª cirurgia de retirada de tumor no rim a 2.380 km de intervalo
RENATO-MACHADO-VELORIO-12.png

O Brasil realizou, neste sábado (18), a primeira cirurgia para a retirada de tumores renais — preservando o restante do órgão —, por telecirurgia de forma robótica. O procedimento foi feito em Salvador, na Bahia, em um paciente localizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a muro de 2.380 quilômetros de intervalo.

A cirurgia, conhecida uma vez que nefrectomia parcial robótica, foi conduzida pelo urologista e cirurgião robótico Nilo Jorge Leão, coordenador do IBCR (Instituto Brasiliano de Cirurgia Robótica), e terminou por volta das 13h20 deste sábado.

Veja imagens aquém:

Aliás, o processo também contou com a supervisão lugar do urologista Bruno Rosa.

De combinação com Nilo, o tumor no rim apresentava 6,2 centímetros. Para a realização da cirurgia foi usada pela primeira vez no Brasil, e a segunda no mundo, a internet via satélite Starlink. “O procedimento foi um sucesso. Ganha o paciente, ganha a tecnologia, ganha o nosso país”, complementa o cirurgião.

A iniciativa faz secção do programa do IART (Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento) e é vista uma vez que um progressão significativo na incorporação da telemedicina de subida dificuldade no Brasil. 

De combinação com Leão, a telecirurgia robótica “permite levar expertise a qualquer lugar, com segurança e precisão, beneficiando diretamente o paciente”.

 

O procedimento reforça o papel do Brasil no cenário internacional da cirurgia robótica e abre caminho para a expansão de práticas inovadoras que podem transformar a assistência médica no país.

Veja imagens de cirurgia feita a 2.700 km de intervalo em paciente do SUS

A nefrectomia parcial é indicada para a retirada de tumores renais, mas ainda sim com a preservação do órgão. O fator contribui para a manutenção da função renal.

Segundo os desenvolvedores, a partir da tecnologia robótica, o procedimento ganha ainda mais precisão, com movimentos estáveis e visão ampliada em subida definição, o que permite intervenções menos invasivas e mais seguras.

Entre os principais benefícios para o paciente estão menor sangramento, redução do tempo de internação, recuperação mais rápida e menor risco de complicações pós-operatórias.