Clube carioca ofídio na Justiça do Rio valores de empréstimos e transferências feitas ao time francesismo de 2024 a 2025
A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo de Futebol e Regatas protocolou duas ações judiciais contra o Olympique Lyonnais, clube francesismo, na Justiça do Rio de Janeiro. As ações foram apresentadas na 6ª feira (3.abr.2026) e divulgadas à mídia no sábado (4.abr). O clube carioca ofídio dívidas que somam mais de R$ 745 milhões, referentes a empréstimos e transferências financeiras durante o período em que ambas as equipes integravam a rede multiclubes Eagle Football, sob comando de John Textor.
O alvinegro transferiu recursos ao Lyon por um sistema de gestão colaborativa entre as equipes do Grupo Eagle –holding multiclubes que controla a SAF do clube carioca. O Lyon encerrou esse convénio unilateralmente. A instituição francesa deixou de entregar os montantes recebidos da equipe carioca.
O valor exigido pela equipe carioca está dividido em 2 processos distintos:
- O 1º tem natureza de título de realização extrajudicial. Essa ação ofídio a restituição de 21 milhões de euros, equivalente a tapume de R$ 125 milhões. O montante refere-se a um contrato de empréstimo intragrupo assinado em fevereiro de 2025;
- O 2º reúne 11 transferências financeiras enviadas ao clube europeu. As transferências se deram de março de 2024 a fevereiro de 2025. O totalidade dessas operações alcança aproximadamente R$ 570 milhões.
O Botafogo também obteve um empréstimo de R$ 323 milhões junto ao Banco XP. A operação foi realizada por meio da emissão de uma Cédula de Crédito Bancário. O valor integral desse empréstimo foi transferido ao clube francesismo. A instituição europeia havia assumido o compromisso de arcar com os juros da operação. Os juros somam tapume de 7,6 milhões de euros ou R$ 45 milhões. O Lyon não cumpriu essa obrigação.
O clube publicou uma nota solene sobre o caso. Eis a íntegra:
“Botafogo aciona Olympique Lyonnais na Justiça e ofídio dívida superior a R$ 745 milhões.
“O Botafogo protocolou, na última sexta-feira (3), ações contra o Olympique Lyonnais na Justiça, em razão de dívidas que ultrapassam R$ 745 milhões. O objetivo é testificar o retorno dos valores devidos, fundamentais para o fortalecimento do projeto esportivo Alvinegro, e resguardar o patrimônio do Clube.
“Uma vez que é de conhecimento público desde a incorporação da SAF, em 2022, o Botafogo passou a integrar o Grupo Eagle, rede multiclubes liderada por John Textor. Uma vez que estratégia competitiva foi adotado por todos os clubes do grupo um protótipo colaborativo de gestão financeira e de atletas. Esse protótipo contribuiu para conquistas históricas do Botafogo, porquê a CONMEBOL Libertadores e o Campeonato Brasiliano de 2024. Para o Olympique Lyonnais, essa colaboração também teve um impacto histórico no primeiro ano sob o comando de John Textor, tirando o clube da zona de rebaixamento e queda iminente, e classificando-o para a Liga Europa em somente uma janela de transferência.
“Eagle Football adquiriu o Olympique Lyonnais em situação de insolvência no final de 2022, com todos os bancos exigindo pagamento da dívida, e sob a prenúncio de sanções pesadas do DNCG no primeiro dia de controle da Eagle.
“Por esse contexto, o Botafogo realizou aportes financeiros sucessivos, totalizando mais de R$ 745 milhões, a título de empréstimos, com a clara expectativa de reembolso em condições previamente estabelecidas.
“Posteriormente, em meio a conflitos internos entre sócios do Grupo Eagle, a novidade presidente do Olympique Lyonnais rompeu unilateralmente o convénio de colaboração. Apesar de ter se beneficiado dos recursos recebidos, o clube francesismo deixou de executar as obrigações assumidas, recusando-se a efetuar o pagamento da dívida aos clubes do Grupo Eagle de R$745 milhões ao Botafogo, e outros €12 milhões ao RWDM Brussels. A inadimplência gerou impactos diretos na operação do Botafogo, comprometendo o planejamento financeiro e afetando a capacidade de renovação e contratação de atletas. Uma vez que consequência, o Clube foi, inclusive, mira da emprego de um Transferban pela FIFA no final de 2025.
“A partir de agora, o Botafogo realiza esse movimento de forma irreversível: A SAF adotará todas as medidas legais cabíveis para restabelecer integralmente os valores devidos pelo Olympique Lyonnais e testificar a ininterrupção e a solidez de seu projeto esportivo”.
relação entre os clubes
Desde 11 de março de 2022, o Botafogo é controlado pelo grupo Eagle Football, quando a venda de 90% da SAF do clube para Textor foi concluída. Em 19 de dezembro de 2022, a holding adquiriu 77,49% do Olympique Lyonnais, que enfrentava graves problemas financeiros, com bancos exigindo quitação das dívidas e sob risco de penalidades da DNCG (Direção Vernáculo de Controle de Gestão). Com os 2 clubes sob o mesmo controlador, o Botafogo passou a realizar empréstimos e transferências de jogadores envolvendo o Lyon, o que causou disputas judiciais sobre valores devidos.
O clube carioca fez aportes financeiros sucessivos porquê empréstimos. O clube esperava reembolso conforme condições acordadas. O protótipo colaborativo de gestão financeira e de atletas foi adotado por todos os clubes do grupo.
O rompimento do convénio teve origem em disputas internas entre os acionistas do Grupo Eagle. A novidade direção do Lyon decidiu terminar o convénio sem consulta prévia. Isso se deu durante os conflitos societários no Grupo Eagle. A decisão resultou na suspensão dos pagamentos ao clube brasiliano.
A falta de pagamento da dívida comprometeu o planejamento financeiro da SAF alvinegra. A inadimplência dificultou a renovação de contratos de atletas. A situação resultou em uma punição da Fifa. A entidade impediu o Botafogo de realizar contratações no termo de 2025.
O Lyon também mantém uma dívida de 12 milhões de euros com o RWDM Brussels, clube belga. O RWDM Brussels é outra equipe da rede multiclubes.
A primeira ação, por ter caráter de título de realização extrajudicial, concede ao Botafogo o recta de realização imediata em um prazo de até 3 dias. A diretoria do Botafogo entende que o pensão carioca tem jurisdição para examinar o caso. O Lyon aceitou essa exigência ao assinar o convénio de empréstimo.
