BC reduz peso do dólar nas reservas e reforça ouro e moedas asiáticas
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Ao final de 2025, 72% das reservas internacionais brasileiras estavam alocadas em dólares americanos. A moeda ainda registra a maior participação nos investimentos das reservas do País, mas sua participação tem minguado nos últimos três anos – passou de 80,42% em 2022 para 79,99% em 2023 e 78,45% em 2024.

Os números constam no Relatório Anual de Reservas Internacionais, publicado nesta terça-feira, 31, pelo Banco Mediano. No documento, a poder monetária menciona as incertezas econômicas e geopolíticas ao comentar a diversificação da constituição das reservas no ano pretérito.

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“Em 2025, prudente ao aumento de incertezas econômicas e geopolíticas, e com o intuito de substanciar aspectos de segurança e liquidez, o BC ampliou a diversificação na constituição das reservas em sua revisão anual da carteira de referência. Na distribuição por moedas, instrumentos denominados em won sul-coreano foram incluídos no portfólio e, entre outras movimentações, houve incremento nas posições em ouro, euro e renminbi”, diz.

Em dezembro do ano pretérito, o segundo maior componente era o ouro, com 7,19%, seguido pelo euro (6,60%), renminbi (5,94%), libra esterlina (2,80%), iene (2,24%), dólar canadense (1,73%), dólar australiano (1,27%) e won sul-coreano (0,23%).

“Com essa alocação, realiza-se 100% da cobertura cambial da dívida externa soberana e busca-se o hedge (proteção) cambial da dívida externa bruta”, afirma a poder monetária. Ela destaca que o ouro adquirido pelo BC para inventar as reservas internacionais do País decorre de negociação realizada exclusivamente no exterior.

Porquê mostrou a Broadcast sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, depois de quatro anos de hiato, o BC comprou 42,8 toneladas de ouro entre setembro e novembro de 2025. Com a compra, o volume de ouro que faz secção das reservas aumentou 33%, de 129,6 toneladas para 172,4 toneladas.

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