Os australianos guardarão um minuto de silêncio à luz de velas nesta quinta-feira (22), um dia de luto pátrio pelas 15 pessoas mortas por dois homens que abriram queima durante uma solenidade judaica na famosa Praia de Bondi, em Sydney.
Com as bandeiras a meio mastro, autoridades pediram a milhões de pessoas que guardem um minuto de silêncio às 19h01 locais (5h01 em Brasília) pelas vítimas do ataque de 14 de dezembro, o mais mortífero em três décadas na Austrália.
Velas serão acesas em janelas e portas de residências, em todo o país. Sobreviventes, familiares e equipes de emergência vão se unir a líderes políticos e comunitários em uma cerimônia na Ópera de Sydney, sob o lema “A Luz Vencerá”.
Um varão e seu rebento foram acusados de furar queima contra uma povo que celebrava o Hanukkah na praia, inspirados na ideologia do Estado Islâmico. O pai, o indiano de 50 anos Sajid Akram, foi morto a tiros pela polícia durante o ataque, e seu rebento Naveed, um australiano de 24 anos, está recluso, denunciado de 15 homicídios e outros crimes.
“Quando olhamos para Bondi, não vemos unicamente uma praia”, disse o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese. “Esse é um lugar onde zero deveria quebrar, exceto as ondas. Mas, naquela noite, muitas coisas se quebraram.”
Albanese, que fará um oração na Ópera, foi criticado pela falta de uma ação rápida contra o antissemitismo antes do ataque, em seguida o qual concordou em produzir uma percentagem real de investigação de elevado nível.
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