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O paisagem financeiro modificou a forma uma vez que a Polícia Federalista investiga crimes, segundo Ricardo Saadi, presidente do COAF (Recomendação de Controle de Atividades Financeiras), à CNN Brasil nesta quarta-feira (1º).

“Investigações mudaram o foco nos últimos anos. Antigamente, buscava-se a autoria e materialidade de quem realizou o delito. Hoje, entendeu-se que o paisagem financeiro passou a ser fundamental para entender o caminho do delito”, explicou Saadi.

De concórdia com ele, ao investigar bens e valores de organizações criminosas, por exemplo, e bloquear esses itens, a aprendiz desestimula o delito. “Informação financeira é indispensável no combate ao delito organizado”, disse.

O presidente salienta também que, apesar do Coaf ter entrada a movimentações suspeitas, isso não é feito de forma integral.

“O que está à disposição do Coaf são exclusivamente operações suspeitas comunicadas por instituições”, salientou.

Saadi esteve ao vivo na CNN Brasil para comentar também sobre a lisura do escritório do juízo em São Paulo.

O presidente confirmou a lisura de mais dois escritórios fora de Brasília – onde fica o escritório-matriz -, no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu.

“Quisemos estar em São Paulo pela relevância econômica e vamos ao Rio de Janeiro por conta da violência e das facções. Em Foz, a motivação se deu pela segurança fronteiriça”, explicou.